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Saúde abre seleção para ampliar telemedicina e suporte remoto aos municípios de MS

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Processo seletivo da SES vai contratar profissionais para reforçar atendimentos, capacitações e serviços digitais de saúde em Mato Grosso do Sul

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, em conjunto com a SAD (Secretaria de Estado de Administração), publicou segunda-feira (18) o edital do Processo Seletivo Simplificado para contratação temporária de profissionais que irão atuar na Superintendência de Saúde Digital da SES, de modo presencial.

Ao todo, são ofertadas 15 vagas para profissionais de nível superior nas áreas de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Odontologia e Fisioterapia. O objetivo é fortalecer as ações de Saúde Digital, Telessaúde e Telemedicina em Mato Grosso do Sul, ampliando o suporte técnico aos municípios e apoiando a operacionalização de serviços e plataformas digitais do SUS (Sistema Único de Saúde).

As vagas estão distribuídas da seguinte forma:

  • Médico: 4 vagas;
  • Enfermeiro: 4 vagas;
  • Psicólogo: 3 vagas;
  • Cirurgião-Dentista: 2 vagas;
  • Fisioterapeuta: 2 vagas.

Até R$ 5,4 mil

As atividades desenvolvidas pelos profissionais contratados incluem apoio técnico aos municípios, utilização e monitoramento de plataformas de telessaúde e telemedicina, suporte remoto e presencial às equipes de saúde, realização de capacitações, desenvolvimento de materiais técnicos, apoio à implantação de processos operacionais e fortalecimento das ações de saúde digital no Estado.

As cargas horárias variam entre 20h, 30h e 40h semanais, conforme a função. As remunerações totais, considerando vencimento base e adicional de função, são:

  • Médico: R$ 5.405,66;
  • Enfermeiro: R$ 5.405,66;
  • Psicólogo: R$ 5.270,52;
  • Cirurgião-Dentista: R$ 5.405,66;
  • Fisioterapeuta: R$ 5.270,52.

As inscrições estarão abertas no período de 18 a 28 de maio de 2026, exclusivamente pelo site www.econcursoms.ms.gov.br. O processo seletivo será composto por:

  • Etapa I: inscrição, de caráter eliminatório;
  • Etapa II: avaliação curricular, de caráter eliminatório e classificatório.

O edital também prevê reserva de vagas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência (PCD), conforme legislação estadual vigente. A publicação do resultado final e homologação do processo seletivo está prevista para o dia 23 de junho de 2026. O edital completo está disponível no Diário Oficial do Estado de 18 de maio de 2026 e no portal do E-Concurso MS.

Comunicação SES
Foto: Arquivo

Fonte: Governo MS

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MATO GROSSO DO SUL

Fim da espera: Governo de MS lança 1ª licitação de obra que levará água às aldeias de Dourados

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Projeto destinará R$ 50 milhões para resolver problema histórico na maior aldeia urbana do país, contemplando projeção de crescimento até 2033

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), lançou nesta segunda-feira (18) dois avisos de licitação que marcam o início de uma solução definitiva para a questão da segurança hídrica na reserva indígena de Dourados.

Os editais preveem a perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó e são o início da implantação do projeto, cujo contrato foi assinado em janeiro de 2026, que contempla investimentos de R$ 50 milhões para levar água tratada diretamente para dentro das casas das duas comunidades, beneficiando quase 30 mil pessoas.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destaca a expectativa diante do início efetivo da implantação deste projeto. “Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, afirmou.

Segundo Barbosinha, o investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes.

“Esse é um esforço que envolve diálogo constante com o governo federal, não só na área de saneamento, mas também em habitação, pavimentação e infraestrutura. Temos casas sendo construídas nas aldeias e uma atuação institucional próxima e produtiva. O nosso objetivo é garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, com segurança, dignidade e respeito às comunidades”, completou.

Contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó foi assinado em janeiro

Os dois avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), com abertura marcadas para o dia 3 de junho. O investimento será de R$ 4,49 milhões em cada um, com recursos do Ministério dos Povos Indígenas, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução da obra ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Cada contrato está dividido em duas frentes: uma para a perfuração dos poços e outra para a implantação da rede de distribuição de água. As próximas etapas do projeto já estão em análise na Caixa e devem ser anunciadas em breve.

O projeto foi elaborado integralmente pela Sanesul. As obras não se limitam à captação: incluem também reservatórios, adutoras e toda a estrutura necessária para que o abastecimento seja contínuo e confiável, algo que a população indígena nunca teve. É a garantia à população indígena de que a água chegue com qualidade e regularidade a cada família.

Saúde e segurança hídrica

Mais do que uma obra de engenharia, o projeto elaborado pela Sanesul representa um avanço estrutural em saúde pública, dignidade e qualidade de vida para centenas de famílias. As intervenções foram planejadas para atender o crescimento demográfico das aldeias até 2033 e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada.

Projeto elaborado pela Sanesul prevê regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada na reserva indígena

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a obra representa um marco na execução de políticas públicas para os povos originários.

“Estamos falando de um projeto completo, que vai da perfuração dos poços à distribuição nas casas. É uma estrutura que garante água de qualidade, com pressão e continuidade. Mas, mais do que isso, é dignidade voltando para quem nunca teve acesso a um direito tão básico. Ver essa obra saindo do papel é saber que estamos mudando a vida de milhares de famílias”, destacou o secretário.

O secretário de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, destaca que este é mais um passo concreto para enfrentar uma demanda histórica das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

“Estamos falando de um investimento essencial para garantir acesso à água potável, promovendo saúde, dignidade e qualidade de vida para milhares de famílias indígenas. Essa é uma ação de compromisso social, de respeito aos direitos fundamentais e de fortalecimento do olhar atento do Governo do Estado para as necessidades das comunidades indígenas”, afirmou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado vem atuando de forma emergencial para atender às famílias que sofrem com a falta de água. Além de manter o abastecimento dos reservatórios com caminhões-pipa, por meio da Sanesul, as moradias que estão com o fornecimento interrompido recebem água conforme a necessidade, garantindo que nenhuma casa fique desabastecida.

O trabalho local é realizado pela Defesa Civil, que vai em cada casa com o apoio dos agentes indígenas de saneamento. Também foram perfurados dois poços, um em cada aldeia, com a instalação dos respectivos reservatórios.

Enquanto o projeto é executado, famílias que precisam recebem água em casa para evitar desabastecimento

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, reforça que este é um importante passo para a solução do desafio enfrentado pelas comunidades. “Por determinação do governador Eduardo Riedel, a Sanesul está colaborando diretamente com o processo. Além de participar ativamente das discussões, fizemos todo o estudo técnico e os projetos das obras. Serão investimentos importantes para a comunidade indígena e toda a região”, avaliou.

A expectativa agora é que, com o avanço das obras ainda neste semestre, a água potável torne-se parte do dia-a-dia para as famílias que vivem na reserva indígena.

“Para Dourados e para Mato Grosso do Sul, esse início de licitação representa reparação, inclusão e a construção de um futuro mais justo para as comunidades indígenas da Jaguapiru e Bororó, com respeito à sua história, cultura e direitos”, finaliza o vice-governador.

Ana Paula Amaral, Comunicação Vice-governadoria
Fotos de capa: Saul Schramm/Secom-MS
Galeria 1: Bruno Chaves/Secom/Arquivo
Galerias 2 e 3: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Fonte: Governo MS

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