MATO GROSSO DO SUL
Trilha Qualifica Juventude aposta em formação integral para transformar o futuro dos jovens em MS
A Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, realiza, no próximo dia 16 de maio, o lançamento da Trilha Qualifica Juventude, uma iniciativa que propõe uma nova forma de olhar para a qualificação profissional de jovens em Mato Grosso do Sul. A ação será realizada durante o 1º Encontro da Juventude – Resistência da Juventude Indígena em Contexto Urbano no MS, reunindo cerca de 180 a 200 jovens indígenas em uma experiência formativa imersiva.
Desenvolvida em parceria com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a Trilha Qualifica Juventude nasce com a proposta de promover uma qualificação integral que considera não apenas o acesso ao mercado de trabalho, como também o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.
“O projeto trabalha pilares fundamentais como o autoconhecimento, a qualificação profissional e a empregabilidade. É uma jornada que começa com a reflexão sobre quem eu sou, passa pelo entendimento das possibilidades de formação e chega ao acesso concreto às oportunidades no mercado de trabalho”, explica o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz.

A metodologia da trilha foi pensada para ofertar uma experiência estruturada, que integra as diferentes dimensões da formação juvenil.
Organizada em três estações temáticas, chamadas de “ilhas”, a primeira aborda o autoconhecimento e o projeto de vida; a segunda apresenta as oportunidades de qualificação e empregabilidade ofertadas pelo Estado; e a terceira orienta sobre como acessar essas oportunidades, especialmente por meio da plataforma MS Qualifica Digital.
Para o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Rodrigues de Aguiar Neto, o projeto responde a uma necessidade concreta da juventude sul-mato-grossense.
“A Trilha Qualifica Juventude surgiu da compreensão de que não basta oferecer qualificação profissional sem considerar o contexto socioemocional, as oportunidades e as potencialidades de cada região. Trabalhamos uma abordagem integrada, que envolve não só a formação técnica, mas também o desenvolvimento de competências, a análise das oportunidades de empregabilidade e as expectativas dos jovens em relação ao seu futuro”, explica.
O lançamento da Trilha Qualifica Juventude será realizado no dia 16 de maio, às 8h, na Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira, dentro da Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande.
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências
Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.
No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.
“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.
A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.
O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.
Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.
A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.
Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.
Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.
“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.
Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.
Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.
A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS
Fonte: Governo MS
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