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MS oferece 1.250 bolsas de estudo para alunos e professores com pesquisas no Ensino Médio

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Com foco no fomento à ciência, tecnologia e inovação, 1.250 bolsas de estudo são oferecidas em Mato Grosso do sul para estudantes e professores do Ensino Médio ou Técnico Integrado que estejam vinculados a escolas públicas estaduais ou federais sul-mato-grossenses. As bolsas fazem parte do Pictec (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica), iniciativa da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia).

Ligada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a Fundect prorrogou para até 26 de setembro o prazo de inscrições no Pictec, que está em sua quinta edição. O programa começou em 2021 e já beneficiou mais de 2,4 mil estudantes e professores em 500 projetos de pesquisa em todas as regiões do Estado.

Nesta edição, o investimento previsto é de R$ 7,2 milhões, com a oferta 1 mil bolsas de R$ 400 para estudantes e 250 bolsas de R$ 800 para professores-orientadores. Os recursos são pagos aos participantes por 12 meses. Entre os objetivos do programa estão o fortalecimento da ciência, a aproximação do conhecimento científico à educação básica, além de possibilitar que estudantes possam despertar vocações.

Submissão

Podem se inscrever no projeto os professores da Rede Estadual de Ensino, do Colégio Militar e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Eles devem submeter propostas no sistema SigFundect, nas áreas de Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana e Tecnologias Sociais e Assistivas.

A submissão das propostas deve ser feita exclusivamente pelos professores, até às 17h do dia 26 de setembro de 2025. As principais exigências do edital são:

  • Vínculo institucional à rede pública de ensino;

  • Projeto inédito: a proposta de pesquisa deve ser original e inserida em uma das áreas temáticas previstas no edital;

  • Documentação completa, conforme o edital;

O edital completo da seleção está disponível no site www.fundect.ms.gov.br.

Após a aprovação do projeto, o professor poderá indicar até quatro alunos bolsistas, devidamente matriculados em cursos de Ensino Médio ou Técnico Integrado da instituição. O resultado final está previsto para dezembro e as bolsas terão vigência de abril de 2026 a março de 2027.

Comunicação Fundect

Fonte: Governo MS

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MATO GROSSO DO SUL

Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Fonte: Governo MS

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