MATO GROSSO DO SUL
Fundesporte apresenta calendário esportivo sul-mato-grossense em fórum com gestores
Com o propósito de apresentar os planos da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) para 2025, será realizado, nos dias 7 e 8 de fevereiro, o V Fórum Estadual de Políticas Públicas de Esporte e Lazer – Encontro Estadual de Gestores Esportivos 2025. O evento acontecerá no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande, e reunirá gestores esportivos dos 79 municípios do estado.
O Fórum tem como objetivo apresentar o calendário esportivo da Fundesporte para 2025, além de detalhar as ações e metas previstas para este ano. Durante o encontro, serão abordadas as principais áreas de atuação da Fundação, como excelência esportiva, formação esportiva, vivência esportiva, capacitação e a gestão administrativa. Os gestores também serão capacitados em relação aos procedimentos para firmar parcerias e realizar solicitações de forma eficiente.
O evento tem como principal foco técnicos, profissionais de educação física, gestores esportivos, presidentes de federações e associações, e comunidade esportiva. Além das apresentações dos setores o encontro contará com uma palestra sobre planejamento estratégico com Prof. Dr. Philipe Rocha de Camargo, professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Com a recente mudança de administrações municipais – mais de 70% das prefeituras do estado passaram por alterações nas últimas eleições – o encontro se torna uma oportunidade fundamental para que os novos gestores compreendam as políticas públicas estaduais e alinhem suas estratégias de atuação com as diretrizes do Governo de Mato Grosso do Sul.
Cada setor da Setesc (Secretaria de Estado Turismo, Esporte e Cultura) terá um encontro específico para abordar suas respectivas pautas. Nesta quarta-feira (5), a Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) apresentará seus editais e políticas de promoção dos destinos turísticos do estado. Na quinta (6) e na sexta-feira (7), a FMCS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) tratará de temas como leis de incentivo, convênios, estratégias de comunicação, patrimônio cultural e economia criativa. Já a Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) promoverá o V Fórum Estadual de Políticas Públicas de Esporte e Lazer, nos dias 7 e 8 de fevereiro.
Serviço
V Fórum de Políticas Públicas de Esporte e Lazer de Mato Grosso do Sul
7 e 8 de fevereiro (sexta-feira e sábado)
Centro Cultural José Octávio Guizzo
Endereço: Rua 26 de Agosto, 453 – Centro, Campo Grande – MS
Confira a programação:
7 de fevereiro
13h30 – Credenciamento
14h – Abertura
14h30 – Organograma e funcionamento da Fundesporte
15h30 – Intervalo
16h – Convênios e parcerias
16h30 – Fiscalização e tomada de contas
17h – Perguntas dos participantes sobre convênios, parcerias e fiscalização e tomada de contas
17h30 – Unidade de Capacitação
18h – Perguntas dos participantes sobre a Unidade de Capacitação
8 de fevereiro
Matutino
7h45 – Receptivo
8h – Diretoria de Formação
9h15 – Perguntas dos participantes sobre a Diretoria de Formação
9h45 – Intervalo
10h15 – Diretoria de Vivência
10h40 – Perguntas dos participantes sobre a Diretoria de Vivência
11h – Prodesc (Programa MS Desporto Escolar), Conferência Estadual de Esporte e Lazer e Conferências municipais de Esporte e Lazer
11h30 – Perguntas dos participantes sobre o Prodesc
12h – Intervalo para almoço
8 de fevereiro
Vespertino
13:15 – Receptivo
13:30 – Diretoria de Excelência
14:45 – Perguntas dos participantes sobre a Diretoria de Excelência
15:00 – Intervalo
15:30 – Palestra sobre planejamento estratégico – Prof. Dr. Philipe Rocha de Camargo (UFMS)
16:30 – Assuntos diversos (perguntas dos participantes)
17:30 – Encerramento
Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Foto: arquivo/Fundesporte
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais
O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes.
Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica.
“Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”.
Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”.
“O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”.
O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”.
A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena.
“Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”.
Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”.
A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.
Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”.
Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”.
Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/FCMS
Fonte: Governo MS
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