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Exame inédito marca avanço da alta complexidade no Hospital Regional de Dourados

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A implantação da CPRE também se integra à assistência já ofertada na instituição, permitindo que todo o percurso assistencial seja realizado no próprio hospital

O Hospital Regional de Dourados deu mais um passo importante na ampliação da assistência especializada com a realização da primeira Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) na Policlínica Cone Sul, no dia 23 de abril. O procedimento representa um avanço significativo no diagnóstico e tratamento de doenças que afetam as vias biliares e pancreáticas.

De acordo com o diretor técnico do HRD, João Angelo Hoffmann, a conquista representa um marco para a instituição. “A realização da primeira CPRE na Policlínica Cone Sul demonstra o avanço técnico e estrutural do hospital. Estamos ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade, com segurança e qualidade, garantindo um cuidado mais completo e resolutivo para a nossa população”, destacou.

A implantação da CPRE também se integra à assistência já ofertada na instituição, especialmente no cuidado de pacientes que necessitam de colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar), permitindo que todo o percurso assistencial seja realizado no próprio hospital.

Benefícios para o paciente

O procedimento foi realizado por equipe especializada em endoscopia e radiologia do hospital.

A CPRE é um procedimento minimamente invasivo que combina endoscopia e radiologia (raios-X), permitindo identificar e tratar, no mesmo ato, condições como cálculos (pedras) biliares, tumores, estreitamentos e outras obstruções. Entre os principais benefícios estão a redução da necessidade de cirurgias abertas, a possibilidade de intervenções como retirada de cálculos, colocação de próteses (stents) e realização de biópsias durante o exame, além de uma recuperação mais rápida e segura para o paciente.

O procedimento foi realizado por equipe especializada em endoscopia e radiologia do hospital, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança do paciente. A iniciativa fortalece a linha de cuidado voltada às doenças das vias biliares e pancreáticas, ampliando a resolutividade da unidade.

O gastroenterologista e especialista em endoscopia digestiva, Dr. Robin Yance, responsável pela condução do procedimento, destacou o resultado da intervenção. “A CPRE foi realizada com sucesso, com agilidade e dentro de todos os protocolos de segurança. A paciente evolui muito bem, e o procedimento reforça os benefícios de uma abordagem minimamente invasiva, com recuperação mais rápida e resolutividade no atendimento”, afirmou.

Comunicação SES
*com informações do HRD
Fotos: HRD

Fonte: Governo MS

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Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Fonte: Governo MS

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