MATO GROSSO DO SUL
Compromisso: EPE institucionaliza cultura de integridade com adesão à Política de Compliance
Construído desde 2015 com pilares sólidos e aprendizado constante, o modelo de gestão do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) deu mais um passo importante. Os servidores do órgão aderiram à Política de Compliance em evento realizado sexta-feira (10) pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), no auditório da Escolagov, formalizando uma cultura de integridade que já fazia parte da rotina da equipe.
A solenidade marca o início do programa que celebra o alinhamento institucional entre os órgãos e caracteriza o compromisso de todos os servidores de fomentar a integridade pública, aprimorar a gestão de riscos e fortalecer a governança, com foco na melhoria contínua e na geração de valor ético no setor público.
Durante o evento, Eliane Detoni, secretária de Parcerias Estratégicas, destacou que a adesão representa um marco para o Escritório. “Estamos todos engajados, desde a recepção à área técnica, passando por cada processo do nosso dia a dia. O Compliance vem institucionalizar algo que já faz parte da nossa rotina. Vamos oficializar no EPE o que já é prática nossa”.
Segundo Detoni, os prêmios e resultados que o EPE obteve para o Estado são fruto de uma construção contínua e coletiva. “Não se faz uma entrega da noite para o dia. Construímos isso desde 2015. É um aprendizado diário, analisando matriz de risco o tempo todo. Ninguém conquista confiança de um dia para o outro. É um processo longo. Somos um time pequeno para o volume de trabalho que temos, mas já temos uma dinâmica que conhecemos e praticamos. Estamos num bom caminho, mas com esse passo a mais, vamos chegar a um resultado muito positivo”, acrescentou.
O controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda, explicou o objetivo da Política de Compliance para o governo. “O programa é dividido em dois eixos: um eixo de integridade, que conversa muito com o ambiente de trabalho, e um eixo de gestão de risco, que é o que a gente faz no nosso dia a dia. Além de diminuir os problemas, o programa visa modificar a cultura e propiciar um ambiente em que as pessoas se sintam seguras para contribuir e melhorar os processos a partir dessa mudança”.
Representando a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica, Ana Carolina Nardes reforçou a necessidade de aprimoramento contínuo da gestão. “O nosso dia a dia é muito complexo e faz com que a gente aprenda executando. Por mais que a gente se capacite, é preciso estar sempre renovando o conhecimento para que a gente consiga evitar erros. Esse programa vem para fortalecer nossos processos, nossos procedimentos, para que a gente possa mitigar riscos dentro de uma linha de integridade e garantir ao gestor o conforto naquilo que está sendo realizado”.
Após a palestra, o EPE aderiu ao programa com a assinatura do Termo de Compromisso, celebrado pelo controlador-geral, Carlos Girão; pela secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni; e pela secretária-adjunta da Segov, Ana Carolina Nardes.
O termo estabelece a cooperação mútua entre os órgãos para a implantação, execução e monitoramento da Política de Compliance. O ato marcou um momento de alinhamento institucional e reafirmação do compromisso com a integridade, a governança e a gestão pública.
Laine Breda, Comunicação EPE
Fotos: Edemir Rodrigues/EPE
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Com 3ª maior população indígena do país, MS revela quem são seus povos originários em painel inédito
Quem são, onde vivem e como estão os povos originários de Mato Grosso do Sul? A resposta, por muito tempo fragmentada ou invisível, ganha forma a partir de agora. Com o lançamento do Painel Povos Originários, o Estado passa a contar com uma ferramenta inédita que reúne dados sobre população, território, etnias e condições de vida. Um retrato necessário, em números, para transformar realidade em política pública.
Mato Grosso do Sul abriga a terceira maior população indígena do Brasil: são 116.469 pessoas, o equivalente a 6,9% do total do país. Mais da metade (59%) vive em terras indígenas, em uma população majoritariamente jovem, entre 15 e 29 anos, e com leve predominância de mulheres.

Mas é na diversidade que o painel revela sua maior força: são 139 etnias e 48 línguas indígenas presentes no Estado. Um dado que amplia o olhar e rompe com visões simplificadas sobre quem são esses povos.
Importante destacar que, oficialmente, Mato Grosso do Sul tem oito etnias originárias reconhecidas pela Funai: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum. O número mais amplo, de 139 etnias, reflete outro fenômeno, o Estado se consolidou como um polo de referência, especialmente nas áreas de educação e saúde, atraindo indígenas de diferentes regiões do país.
Dados

Desenvolvido pelo Observatório da Cidadania, em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS, o painel organiza informações que vão desde natalidade e envelhecimento até educação, moradia e distribuição territorial nos 79 municípios sul-mato-grossenses.
“Este painel tem como objetivo dar visibilidade à presença e à diversidade dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas”, afirma o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira.
Para o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, o acesso a esses dados marca um avanço histórico na forma de pensar políticas públicas.

“Não existe política pública séria sem dados. Hoje, o que mais se valoriza em qualquer gestão é isso. Sem informação, a gente corre o risco de investir recursos onde não são mais necessários e deixar de atender quem realmente precisa. O Observatório funciona como uma lupa, que nos permite enxergar de verdade quem são essas pessoas”, afirmou.
Em um discurso marcado pela emoção, Sarmento também relembrou o passado recente, quando essas informações simplesmente não existiam. “Por muito tempo, essas pessoas estavam no mundo, mas não apareciam nos dados. Eu fico imaginando quantas histórias poderiam ter sido diferentes se lá atrás a gente tivesse acesso a esse tipo de informação. O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade”, disse.
Histórico
A construção desse retrato não começou com números, pelo contrário, foi justamente motivado pela ausência deles. O técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Josias Ramires Jordão, do povo Terena, lembra que houve um tempo em que era preciso recorrer diretamente às comunidades para tentar entender a própria realidade do Estado.
“Lá atrás, a gente não tinha indicadores. Era ligar para as lideranças e perguntar quantas crianças, quantas mulheres havia nas comunidades. Era tudo muito disperso. Hoje, com esses dados, a gente consegue enxergar a população indígena como um todo, e isso muda completamente a forma de construir políticas públicas”, explicou.

Ele também destaca que o painel também ajuda a ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena em Mato Grosso do Sul. “Muita gente conhece apenas alguns povos, mas o Estado tem 139 etnias. Isso mostra a riqueza que temos e a necessidade de políticas que considerem essas diferenças.”
Para quem vive nas aldeias e atua na ponta, o acesso a esses números têm um significado que vai além da gestão, de reconhecimento. Técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, da etnia Kaiowá, define o momento como histórico.
“São mais de 500 anos de luta. Hoje, a gente ter esses dados significa olhar para as pessoas de verdade. Não é sobre política partidária, é sobre atender quem precisa”, afirmou.
Segundo ele, os números também fortalecem as próprias comunidades na busca por direitos. “A gente sempre fala: para pedir política pública, precisa ter dados. Quantas pessoas trabalham com agricultura? Quantas crianças precisam de escola? Sem esses números, a gente não consegue dialogar. Agora a gente começa a falar e a ser ouvido.”

Olhar, reconhecer, transformar
Para o secretário José Francisco Sarmento, o painel representa mais do que um avanço técnico, é uma mudança de postura. “A cidadania tem o papel de colocar luz sobre quem historicamente foi deixado de lado. Quando a gente conhece, a gente se responsabiliza. E é isso que estamos fazendo: olhando para essas pessoas como sujeitos de direitos, independentemente de qualquer outra condição”, afirmou.
Disponível de forma gratuita e acessível, o Painel Povos Originários é o oitavo a ser divulgado pelo Observatório da Cidadania. Para visualizar o conteúdo completo, acesse: https://observatoriodacidadania.ufms.br/
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
*com informações do Observatório da Cidadania
Foto de capa: Paula Maciulevicius/SEC
Fonte: Governo MS
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