MATO GROSSO DO SUL
Com o auxílio do Tecnova, startup de MS desenvolve plataforma de IA para automatizar processos jurídicos
“O que me leva a empreender é ver o impacto positivo da tecnologia na vida das pessoas e na sociedade como um todo”. Essa é a motivação de Renato Porfirio Ishii, empresário e co-fundador da Alfaneo Legal I.A., startup especializada na construção de projetos customizados por meio da Inteligência Artificial para negócios jurídicos. A Alfaneo otimiza a operacionalização de processos jurídicos com a automação de processos manuais que ajudam empresas a escalar seus negócios. Desde sua criação, já foram mais de 300 clientes atendidos e 500 usuários inscritos na plataforma, totalizando um faturamento superior a R$ 2 milhões.
O empreendimento é resultado do Tecnova-MS, programa que oferece subvenção financeira para impulsionar o desenvolvimento de produtos e/ou processos inovadores de empresas sul-mato-grossenses. Com um investimento de R$15,4 milhões, a terceira edição do Tecnova-MS vai selecionar 30 empresas que poderão solicitar até R$500 mil para turbinar seu projeto.

A iniciativa é uma parceria do Governo do Estado, por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com a Finep/MCTI (Financiadora de Inovação e Pesquisa), com o apoio da Startup Sesi/Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Fecomércio/Senac-MS e o Sebrae-MS.
Para além do robusto suporte financeiro, o Tecnova III MS fornece também amparo técnico com a realização de um circuito de lives e eventos (Road Shows), a fim de sanar dúvidas e divulgar o programa aos empresários e empreendedores, nas cidades de Dourados, Ponta Porã, Chapadão do Sul, Três Lagoas, Corumbá e Campo Grande nas próximas semanas. O 1º encontro acontece nesta quarta-feira (22), às 19h, no prédio do Senac Dourados.
O Programa representa uma oportunidade única para as micro, pequenas e médias empresas de Mato Grosso do Sul que buscam não apenas crescer, mas também inovar e se destacar em seus setores, assim como a Alfaneo obteve seu sucesso por meio do Tecnova-MS.
A empresa surgiu da união de duas startups iniciadas com o suporte da Fundect: Juridics e Seeworking. A primeira foi desenvolvida em 2020 via Programa Centelha, outra ação apoiada pela Fundação, que estimula a criação de empreendimentos inovadores no Estado. A segunda é fruto da aprovação no Tecnova II MS em 2021, focada em técnicas de Visão Computacional e Inteligência Artificial no monitoramento de ambientes de trabalho, automatizando o processo de auditoria no uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) e no seguimento de procedimentos operacionais padrão.

“Em 2023 lançamos nossa nova marca ‘Alfaneo’, que contempla toda nossa jornada de pesquisa, de desenvolvimento e de inovação. Nós temos dois tipos de clientes: 1) projetos customizados de I.A.; 2) usuários do Gerador de Petições com IA Generativa”, explica Renato Porfirio Ishii.
O empresário afirma, ainda, que a participação no Tecnova-MS foi decisiva para estabelecer a Alfaneo de forma independente. “Foi um programa muito importante para nosso amadurecimento e consolidação no mercado em termos de propósito institucional e proposta de valor para os nossos clientes. Por meio do recurso, pudemos testar a viabilidade das nossas soluções sem o medo da incerteza inerente à fase inicial de qualquer processo de inovação”, esclarece.
Inscrições – A submissão eletrônica das propostas para o Tecnova III MS deve ser feita até às 17h do dia 20 de novembro de 2024. O empreendedor proponente deverá realizar o envio, exclusivamente, pelo SIGFUNDECT, sistema de inscrições da Fundect.
Podem participar startups, microempresas, empresas de pequeno e médio porte de todo o Estado com faturamento anual de até R$16 milhões, com potencial para desenvolver projetos de inovação tecnológica, nos temas prioritários para o Estado.
Os projetos devem estar alinhados com uma das cinco áreas estratégicas definidas: Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia e Biodiversidade, Tecnologias Sociais e Assistivas, Saúde Animal e Humana, e Cidades Inteligentes e Energias Renováveis.
Serviço – Para suporte ao público, os eventos (Road Shows) serão realizados de acordo com o seguinte cronograma:
23/07 às 19h: Dourados;
24/07 às 19h: Ponta Porã;
30/07 às 19h: Três Lagoas;
31/07 às 19h: Chapadão do Sul;
06/08 às 19h: Aquidauana;
07/08 às 19h: Corumbá;
13/08 às 19h: Campo Grande.
Para esclarecimentos e informações adicionais, a Gerência de Inovação da Fundect está disponível pelo telefone (67) 3316-6723, ou pelo e-mail [email protected].
Larissa Adami e Paulo Ricardo Gomes/ Fundect, com Marcelo Armôa/Semadesc
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais
O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes.
Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica.
“Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”.
Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”.
“O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”.
O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”.
A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena.
“Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”.
Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”.
A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.
Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”.
Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”.
Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/FCMS
Fonte: Governo MS
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