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MATO GROSSO DO SUL

Boletim Epidemiológico: MS registra 1.764 casos confirmados de chikungunya

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Mato Grosso do Sul já registrou 3.657 casos prováveis de chikungunya, sendo 1.764 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 12ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (1º).

Conforme o documento, 7 óbitos pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito e Jardim. Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. O boletim também aponta 37 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue

Já em relação à dengue, o Estado contabiliza 2.485 casos prováveis, sendo 352 confirmados. Um óbito está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Santa Rita do Pardo, Jateí, Guia Lopes da Laguna, Corumbá, Pedro Gomes, Batayporã, Itaporã, Amambai, Nioaque, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul, Terenos, Itaquiraí, Fátima do Sul, Bonito, Sidrolândia e Naviraí registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.

Confira os boletins:

Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 12 – 2026

Boletim Epidemiológico Dengue SE12 – 2026

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Arquivo SES

Fonte: Governo MS

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MATO GROSSO DO SUL

Sob reza de anciões, Governo de MS abre mês indígena celebrando o protagonismo dos povos originários

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Debaixo dos cânticos entoados pelo mbaraka, a reza Ñembo’e abençoou a abertura do Abril Indígena, mês voltado ao fortalecimento, valorização e reconhecimento dos povos originários em todo o Estado. Na tarde desta quarta-feira (1), o auditório do Bioparque Pantanal foi tomado por cultura, tradição e respeito aos povos indígenas. Na plateia, representantes das oito etnias que vivem no Estado: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Guató, Ofaié, Kinikinau e Atikum, celebraram os avanços nas políticas públicas, a promoção da cidadania e a inclusão social que chegou aos territórios.

Realizada pela Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, a campanha Abril Indígena prestou contas acerca das ações executadas pelo Governo do Estado ao longo dos últimos quatro anos, pautadas no respeito à autonomia de cada povo e na escuta ativa das demandas.

Auditório recebeu representantes das oito etnias que vivem em Mato Grosso do Sul em tarde de prestação de contas. (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Durante a abertura, o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, destacou o simbolismo do mês de abril para os povos indígenas e a importância de ampliar a visibilidade das culturas e realidades presentes nos territórios.

“Hoje, para nós, é 1º de abril, e esse mês tem um significado muito importante, especialmente pelo Dia dos Povos Indígenas, celebrado no dia 19. Desde 2023, temos promovido atividades ao longo de todo o mês para mostrar o que temos de bonito dentro dos nossos territórios, aquilo que muitas vezes não aparece. Por muito tempo, o que era mostrado eram apenas aspectos negativos, e nós precisamos desmistificar isso”, afirmou.

O subsecretário também ressaltou o esforço de ocupação de espaços institucionais e públicos como estratégia de valorização. “Passamos a levar um pouco da nossa história e da nossa trajetória para dentro do governo, das secretarias, da Assembleia Legislativa, das câmaras municipais e das escolas públicas. Existem muitas coisas acontecendo dentro dos territórios e precisamos mostrar isso”, pontuou.

Subsecretário para Povos Originários, Fernando Souza explicou o simbolismo do mês de abril para a população indígena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Fernando Souza ainda celebrou a continuidade das ações e o protagonismo dos povos originários.

“Este é o quarto ano dessas atividades e fizemos questão de começar o mês reunindo nossas lideranças para celebrar. Apesar dos desafios diários, seguimos vivos, resistindo, com resiliência, coragem e união. Nossa arte e nossa cultura fazem parte deste Estado e deste país, e jamais vamos deixar isso acabar”, concluiu.

Em sua fala de boas-vindas, o governador Eduardo Riedel ressaltou a importância do mês para as comunidades originárias e para o próprio governo estadual. “Fiz questão de estar aqui neste início do mês de abril, que é um período importante, simbólico e representativo para as comunidades indígenas e tradicionais. É também um dia marcante para o Governo do Estado e para a nossa trajetória”, abriu Riedel.

O governador relembrou que, no início do mandato, a primeira agenda pública foi justamente com lideranças indígenas, quando assumiu o compromisso de ouvir as demandas e construir políticas públicas a partir dessa escuta.

“Montamos uma equipe com sensibilidade, disponibilidade para estar presente nos territórios e, principalmente, capacidade de ouvir mais do que falar. Foi a partir dessa escuta que conseguimos transformar demandas em ações concretas voltadas ao desenvolvimento, ao bem-estar e à cidadania dos povos indígenas”, descreveu.

Governador Eduardo Riedel relembrou trajetória ao comentar sobre escuta dos povos indígenas em 2023. (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Ao comentar o objetivo do evento, o Eduardo Riedel reforçou a importância da transparência e da prestação de contas como instrumentos de fortalecimento da relação entre o Estado e as comunidades.

“Este encontro tem como propósito apresentar o que foi construído a partir das demandas trazidas por vocês e os resultados alcançados. É um momento de olhar para essa trajetória, entender onde avançamos e reconhecer o caminho percorrido”, disse.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, também enfatizou o caráter coletivo das ações e a importância da escuta ativa junto às comunidades. “Muito bom rever amigos, amigas e, principalmente, aqueles que fazem a luta diária. Gostaria de dar as boas-vindas e agradecer o aprendizado que a gente tem dentro dos territórios”, destacou.

Secretária da Cidadania, Viviane Luiza, agradeceu a parceria e a união dos povos indígenas. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Viviane enfatizou que as políticas apresentadas são fruto direto das demandas construídas com os povos originários.

“Tudo o que nós vamos apresentar aqui foi trazido de dentro dos territórios, a partir da fala de vocês, e nós levamos essas demandas para o Governo do Estado para que fossem executadas. Foram quatro anos de muita entrega, de fazer talvez o que nem imaginávamos em tão pouco tempo, desde estrutura para eventos culturais até centros culturais, poços e tantas outras ações que vamos apresentar”, afirmou.

A secretária destacou ainda a importância das parcerias para a efetivação das políticas públicas.

“Essa é uma palavra de agradecimento a todos os parceiros que fizeram isso acontecer. O governo não faz nada sozinho. É a união de todos que permite levar para dentro das comunidades indígenas políticas públicas tão necessárias e importantes”, concluiu.

Ações, programas e projetos para os povos originários em MS

No evento, a SEC apresentou as iniciativas do Governo do Estado voltadas aos povos originários, guiadas por princípios que colocam as comunidades no centro das políticas públicas.

Grafismos que carregam ancestralidade, tradição e cultura nos traços. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Desenvolvimento econômico, empreendedorismo e subsistência

  • Empretec Indígena – realização de cinco edições nos municípios de Miranda, Nioaque, Paranhos, Antônio João e Dourados.
  • Implementação da cesta étnica, respeitando a identidade cultural, os hábitos alimentares e as necessidades nutricionais dos povos originários.

Cidadania, segurança e proteção às comunidades

  • Programa MS em Ação – Edição Indígena (em parceria com a SEJUSP): realização de oito ações nos municípios de Dourados, Caarapó, Amambai, Japorã, Paranhos, Miranda, Bodoquena e Antônio João, com oferta de serviços essenciais, documentação civil e atendimentos diretos; total de 41.921 pessoas atendidas e 8.521 documentos emitidos.
  • Implantação de 18 Conselhos Comunitários de Segurança Indígena nos municípios de Campo Grande, Dourados, Caarapó, Japorã, Douradina, Amambai, Tacuru, Aquidauana, Sidrolândia, Paranhos, Miranda, Nioaque e Antônio João.
  • Reativação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Originários após 15 anos.

Cultura, identidade e educação

Hall do Bioparque recebeu cultura e arte dos povos originários. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
  • Construção de 10 Centros Culturais Indígenas nos municípios de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Caarapó, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Paranhos, Ponta Porã e Tacuru.
  • Capacitação para acesso a editais e fomento cultural, com apoio técnico às comunidades.
  • Emissão da Carteirinha do Artesão em Mato Grosso do Sul.
  • Abril Indígena – realização de ações educativas em escolas, com foco na valorização cultural e no enfrentamento ao preconceito.
  • Manutenção de 19 escolas indígenas e um Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas.
  • Implantação de novas turmas do curso normal médio intercultural indígena em Paranhos e na Aldeia Passarinho (Miranda).
  • Avanço do programa MS Alfabetiza Indígena para a segunda fase, com sensibilização das redes municipais e elaboração de normativa específica.
  • MS Supera – concessão de benefício equivalente a um salário mínimo a estudantes de baixa renda, incluindo 138 indígenas no ensino superior e 3 no ensino médio.

Saúde, direitos sociais e inclusão

Durante evento, grupo apresentou dança indígena típica dos terena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
  • Implantação do primeiro SAMU Indígena do Brasil (SAMUI 192), inaugurado em 2025 na Reserva Indígena de Dourados.
  • Aquisição de 21 ambulâncias tipo furgão pela Secretaria de Estado da Saúde, destinadas à SESAI.
  • Programa Autismo Sem Fronteira, com encontros voltados ao diálogo sobre TEA: edição realizada em 2025 na Reserva Indígena de Dourados e prevista para 2026 em Amambai.

Energia

  • Programa Energia Social: Conta de Luz Zero, reorganizado pela Lei nº 6.170/2023.

Moradia e infraestrutura

  • Atendimento a 1.186 famílias indígenas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural – etapa Oga Porã, em municípios como Amambai, Aquidauana, Aral Moreira, Bela Vista, Caarapó, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Japorã, Juti, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Nioaque, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sidrolândia e Tacuru.

Programa Água para Todos – Garantia de acesso hídrico

  • Investimento de R$ 60 milhões para ampliação e melhoria dos sistemas de abastecimento de água em 18 aldeias indígenas.
  • Atendimento direto a 34.688 indígenas, principalmente nos municípios de Amambai, Caarapó, Japorã, Juti, Paranhos e Tacuru.
  • Reserva Indígena de Dourados: assinatura, em janeiro de 2026, do contrato para implantação de sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com investimento de R$ 48,7 milhões.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Saul Schramm/Secom-MS

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens de apoio sobre o evento

Fonte: Governo MS

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