MATO GROSSO DO SUL
Aquidauana sediará a 2ª etapa regional dos Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul 2025
A cidade de Aquidauana será palco da segunda etapa regional dos JAMS (Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul) entre os dias 5 e 7 de setembro. A cerimônia oficial de abertura está marcada para o dia 5, às 18h, no Ginásio Poliesportivo José Campelo, em Aquidauana.
A competição reunirá cerca de 324 atletas, representando os municípios de Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Corumbá e Jardim, nas modalidades de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.
Realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), o evento ganhou um novo formato em 2025. Pela primeira vez, os JAMS contam com seis fases regionais antes da etapa final, ampliando o calendário e garantindo maior participação de equipes da categoria adulta.
Antes, os jogos eram disputados em uma única fase, com número reduzido de vagas, o que limitava o acesso de diversos municípios. Agora, com a regionalização, cada etapa classifica seus campeões para a fase final, tornando o torneio mais democrático e representativo.
De acordo com o diretor-geral dos JAMS, Leandro Ferreira da Fonseca, também diretor de Gestão de Políticas de Excelência e Capacitação Esportiva da Fundesporte, a mudança fortalece a integração regional. “O novo formato aproxima os municípios e estimula uma rivalidade saudável. Em 2023, cada modalidade teve apenas oito equipes, o que deixou muitas cidades de fora. Agora, os campeões regionais garantem vaga na grande final”, destacou.
A fase decisiva dos JAMS 2025 contará com os campeões de cada regional, além da cidade-sede e de uma equipe representante de Campo Grande. As próximas etapas regionais serão realizadas em Paranaíba, Maracaju, Coxim e Naviraí. No total, 43 municípios estão inscritos nas disputas deste ano.
O boletim oficial da competição traz a programação completa, tabelas e resultados.
A primeira etapa dos Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul, foi realizada em Ponta Porã entre os dias 15 e 17 de agosto nas modalidades de basquetebol, handebol, futsal e voleibol nas categorias masculino e feminino.
Classificados
Basquetebol feminino – Ponta Porã
Basquetebol masculino – Ponta Porã
Handebol feminino – Ponta Porã
Handebol masculino – Ponta Porã
Futsal feminino – Antônio João
Futsal masculino – Aral Moreira
Voleibol feminino – Ponta Porã
Voleibol masculino – Aral Moreira
Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Foto de capa: Apoliana Sanches/ Arquivo Fundesporte
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências
Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.
No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.
“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.
A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.
O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.
Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.
A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.
Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.
Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.
“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.
Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.
Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.
A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS
Fonte: Governo MS
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