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MATO GROSSO DO SUL

Referência em saneamento: investimento em água e esgoto muda vidas e alavanca crescimento de MS

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Ganhos sociais do saneamento em MS devem alcançar R$ 82,5 bilhões em 2040, segundo dados do Instituto Trata Brasil; cada R$ 1 investido no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais

Antes de chegar às casas, o saneamento básico quase nunca aparece. Ele fica sob o chão, distante dos olhos e das manchetes. Mas é justamente essa obra invisível que vem transformando a realidade de milhares de famílias de Mato Grosso do Sul e o colocando como estado referência nacional em universalização dos serviços de água e esgoto. Com praticamente 80% de cobertura de esgoto atualmente, a previsão é que já em 2027 o território sul-mato-grossense atinja a marca de 90%, o que garante o status de saneamento básico universalizado.

Alcançar essa meta com antecipação de cinco anos diante do prazo definido pelo Marco Legal do setor reforça o saneamento como um dos eixo centrais de desenvolvimento, indo muito além de números positivos sobre avanços na infraestrutura: melhorar a vida das pessoas, entregando diretamente a elas algo que transforma o dia a dia.

Esse é o caso da dona Madalena Evangelista da Silva. Foi em uma manhã de 2024 que a água começou a sair com força da torneira de sua casa. Ela, diante da cena, não conseguiu conter a emoção. Aos 66 anos a moradora do bairro Potiguar, em Ladário, chorou ao ver chegar um serviço básico que para sua comunidade representava uma conquista histórica.

“Foi maravilhoso, um dia inesquecível”, lembra Madalena, que durante mais de uma década conviveu com a insegurança do abastecimento irregular. A água chegava por ligações improvisadas, sem garantia de continuidade ou qualidade. O cotidiano era marcado por filas para encher baldes, caixas d’água vazias e incerteza constante.

A realidade de Madalena e muitos outros começou a mudar com um projeto social desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso do Sul, através da Sanesul, para atender comunidades em situação de vulnerabilidade e regiões onde obstáculos técnicos ou documentais dificultavam a implantação convencional da rede. A iniciativa beneficiou cerca de 30 famílias no Potiguar e levou abastecimento regular a uma área considerada de difícil acesso por causa do terreno rochoso e da distância dos sistemas tradicionais de distribuição.

“Hoje vivemos num paraíso”, diz dona Madalena, ao resumir de forma simples o resultado do investimento público. Depois de anos convivendo com a escassez, ela hoje cultiva árvores frutíferas no quintal, mantém a casa abastecida e observa a transformação do bairro onde escolheu viver.

Dona Madalena ao lado de familiares, curtindo a sombra das plantas de seu quintal

O impacto do trabalho governamental ultrapassa o conforto doméstico. Trata-se de uma política pública diretamente ligada à saúde, à prevenção de doenças, à valorização do meio ambiente e à dignidade humana. “O bairro não tinha praticamente nenhuma infraestrutura. A chegada da água representou um marco para a comunidade e para a saúde das famílias”, resume a equipe técnica responsável pelo atendimento da região.

A transformação observada no Potiguar se repete em outras localidades sul-mato-grossenses. Segundo o Instituto Trata Brasil, a estratégia desenvolvimentista do Governo do Estado deve render R$ 82,5 bilhões em ganhos sociais – que são os recursos economizados em setores como a saúde e o aumento da produtividade de forma em geral – para Mato Grosso do Sul. O valor soma R$ 41,7 milhões já alcançados em um primeiro ciclo, entre 2005 e 2024, com a projeção de um segundo, iniciado em 2025 e com fim em 2040, que deve chegar aos R$ 40,8 bilhões.

Tais resultados são frutos diretos do investimento e operação eficaz do serviço de saneamento básico sob administração estadual, com fornecimento de água tratada e esgotamento sanitário para as famílias sul-mato-grossenses nas áreas atendidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul).

“Isso que estamos vendo é a mudança real na vida das pessoas, levando até elas bem-estar e dignidade como cidadãos. Nosso prazo interno para universalização é 2028, mas eu já cito 2027 para conquistar essa meta. Seremos o primeiro estado do Brasil a ter saneamento básico universalizado, algo alcançado com o esforço de muitos envolvidos nesse processo”, destaca o governador Eduardo Riedel.

O estudo do Instituto Trata Brasil foi divulgado nessa semana e dimensionou o impacto financeiro e social da ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário. Entre os números, foi apontado, ainda que descontados os custos de investimento e operação, o saldo líquido permanece amplamente positivo. No ciclo anterior (2005-24), o ganho líquido se aproxima de R$ 20 bilhões. Já no ciclo atual, a projeção indica cerca de R$ 26 bilhões de saldo positivo, reforçando a eficiência econômica do modelo adotado.

O estudo destaca ainda a relação direta entre investimento e retorno social: a cada R$ 1 aplicado em saneamento, o Estado gera R$ 5,90 em benefícios para a sociedade – valor esse acima da média nacional, estimada em R$ 4,10.

Para a CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os resultados mostram que o saneamento vai além da infraestrutura básica, funcionando como um vetor contínuo de desenvolvimento. “Estamos falando de saúde, educação, renda, turismo e valorização urbana. É uma infraestrutura que transforma a vida das pessoas e gera impacto permanente”, afirmou.

Adriana com a filha no colo, no alto das pedras que dificultavam o acesso da água, e Paulo Correia, filhos dos fundadores da comunidade

“Agora é outro nível, temos água sem interrupção nas torneiras. Melhorou nossa vida 100%”, afirma o pescador profissional Paulo Correia, de 48 anos, morador da comunidade quilombola Campos Correia, de Corumbá. Lá, a população também viu a rotina mudar após receber abastecimento regular de água.

Filho dos fundadores da comunidade, ele recorda que a água chegava apenas por conexões improvisadas e frequentemente durante a madrugada. Hoje, cada residência possui seu próprio acesso ao sistema. “Antes era muito difícil. Não tinha pressão, a água chegava só à noite. Agora temos segurança e tranquilidade”, relata.

Já a pescadora Adriana Santos, moradora da comunidade, resume a importância da conquista em uma frase simples: “A água é vida”.

“Passamos muitas dificuldades aqui sem água”, complementa a pescadora ao relatar os desafios severos enfrentados pela sua comunidade para ter o fornecimento regular de água potável e outros serviços básicos devido a conflitos fundiários e falta de titulação do território. “Foram tempos difíceis, a água, quando chegava, era racionada, vinda dos vizinhos de uma alameda, enquanto a gente lutava para regularizar uma situação que parecia impossível”, completa a moradora, que nasceu na comunidade fundada no início dos anos de 1970.

Em 2023, a Sanesul garantiu o acesso a água potável, cuja rede estava a poucos metros, abastecendo residências de diferentes padrões. A solução definitiva veio através de projeto social que contempla territórios como limitações técnicas ou documental. Uma mureta com caixas protetoras para hidrômetros ramificou uma rede por mangueiras até a comunidade.

Comunicação Governo de MS
*colaborou Sanesul
Fotos: Sanesul


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Fonte: Governo MS

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MEC confirma: Mato Grosso do Sul atinge os melhores indicadores de ensino na educação básica

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Publicação no portal do INEP apontou importantes avanços em todas as etapas e indicadores observados em MS, com melhorias na aprovação, reprovação e abandono

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul atingiu seus melhores índices já observados na Educação Básica. A confirmação veio nesta sexta-feira (26), em publicação realizada pelo MEC (Ministério da Educação) via portal do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Os dados fazem parte do Censo Escolar 2025, divulgado hoje, e refletem o sucesso de políticas voltadas para o fortalecimento de todas as etapas, com um destaque especial para o Ensino Médio que registrou melhoras nos indicadores de aprovação, reprovação e abandono.

“Se observarmos o ciclo de quatro anos, desde 2022, os dados apontam importantes crescimentos. Isso é reflexo de um investimento sistêmico, que envolve toda a Rede. Foram reformas, valorização dos profissionais, investimentos em tecnologia, aquisição de materiais de qualidade e um cuidado especial com a equidade no atendimento, sem deixar ninguém para trás”, destacou o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

Em 2022, o abandono registrado na Rede Estadual de Ensino era de 5,1% na etapa do Ensino Médio, e de 1,3% no Ensino Fundamental. Em 2025, o percentual chegou à marca de 0,8% no Ensino Médio e 0,2% no Fundamental.

No mesmo ciclo, o aumento da aprovação também foi destaque. Em 2022, o Ensino Médio registrava 82,5% neste indicador, enquanto o Ensino Fundamental estava em 91,3%. Agora, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2025, são 95,2% de estudantes aprovados no Ensino Médio e 97% no Ensino Fundamental.

Os indicadores de reprovação também acompanharam a melhora. Em 2022 o percentual observado era de 12,4% para o Ensino Médio e 7,4% para o Ensino Fundamental. Em 2025, os dados avançaram para 4% no Ensino Médio e 2,8% no Ensino Fundamental.

Para o secretário, os avanços também estão diretamente atrelados à ampliação de ofertas como o Ensino em Tempo Integral e Educação Profissional, que atingiram seus maiores percentuais na história de MS na Rede Estadual.

“Chegamos à universalização das duas ofertas neste ciclo, ou seja, presentes em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Hoje, temos 213 escolas em todo o Estado com turmas de Ensino em Tempo Integral. Na Educação Profissional, chegamos à marca R$ 230 milhões investidos no decorrer do ano, com mais de 50 mil estudantes atendidos. Essa diversificação nas ofertas e a garantia de boa estrutura para todos, faz com que os nossos jovens permaneçam na escola, aprendendo com mais qualidade”, destacou.

Vinícius Espíndola, Comunicação SED
Foto de capa: Cid Nogueira/SED/Arquivo
Artes: Reprodução

Fonte: Governo MS

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