MATO GROSSO DO SUL
Da oficina de costura ao acolhimento hospitalar, trabalho prisional beneficia pacientes e promove ressocialização
Enquanto cumprem pena em uma das maiores unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, internos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II têm encontrado no trabalho uma oportunidade de qualificação profissional, ressocialização e contribuição direta para a sociedade. Por meio da oficina de costura instalada na unidade, eles produzem cobertores, mantas, roupas e diversos itens hospitalares destinados ao Hospital São Julião, referência no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa demonstra como o trabalho prisional pode gerar benefícios que ultrapassam os muros dos presídios, promovendo impacto social concreto ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas aos custodiados.
Somente nos primeiros cinco meses de 2026, a oficina confeccionou 2.632 itens, entre eles 200 cobertores destinados aos pacientes atendidos pelo Hospital São Julião. Também foram produzidos campos cirúrgicos, panos fenestrados, jalecos, calças, aventais, toalhas, sacolas e outras peças utilizadas na rotina hospitalar.
Além de auxiliar no atendimento prestado pela instituição de saúde, a produção contribui para a redução de custos operacionais e fortalece uma importante rede de solidariedade e cooperação entre órgãos públicos.
Reconstruindo futuros
Para os internos envolvidos, o trabalho representa muito mais que uma atividade laboral. É uma oportunidade de aprendizado, desenvolvimento profissional e reconstrução de projetos de vida.

Natural da Venezuela, o interno Willian, de 31 anos, aprendeu a costurar dentro da unidade penal e hoje domina diferentes etapas da produção. Segundo ele, saber que as peças confeccionadas serão utilizadas por pacientes que necessitam de cuidados especiais traz um sentimento de realização pessoal. “Me sinto bem por poder ajudar outras pessoas. Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, relata.
Outro participante do projeto é Rafael, de 32 anos, que atua há cinco meses na oficina de costura. Ele destaca que a capacitação recebida, inclusive por meio de curso oferecido em parceria com o Senai, ampliou suas perspectivas de futuro. “Quem não tem uma profissão passa a enxergar novas possibilidades. O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, afirma.
Além da qualificação profissional, o trabalho garante aos participantes a remição da pena, prevista na legislação, e contribui para a disciplina e a ocupação produtiva dentro da unidade prisional.
De acordo com o diretor da unidade penal, policial penal Evandro Mota, a oficina de costura integra as ações voltadas à reintegração social das pessoas privadas de liberdade, proporcionando capacitação técnica e desenvolvimento de habilidades que poderão ser utilizadas após o cumprimento da pena.
Sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social
A iniciativa também prioriza a política de valorização do trabalho prisional desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que busca ampliar oportunidades de qualificação e inserção produtiva para os custodiados em todo o estado.
O resultado dessa parceria vai além dos números. Cada cobertor produzido carrega uma história de recomeço e chega ao hospital com a missão de proporcionar acolhimento, conforto e dignidade a quem enfrenta momentos delicados de tratamento e recuperação.

Para a coordenadora do setor de Conservadoria do Hospital São Julião, Fabiana Farias, essa parceria com a Agepen tem gerado resultados muito positivos e tem apresentado crescimento significativo por meio da mão de obra carcerária. “Neste ano, já recebemos 200 cobertores confeccionados pelos internos, que serão utilizados para aquecer nossos pacientes durante o inverno, proporcionando mais conforto e acolhimento. Também está em andamento a produção de enxoval cirúrgico. Além de contribuir para a assistência hospitalar, essa iniciativa demonstra a importância da ressocialização por meio do trabalho e da responsabilidade social”, destaca Fabiana.
Em um ciclo de transformação que conecta sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social, mãos que buscam reconstruir trajetórias ajudam a aquecer quem mais precisa, demonstrando que o trabalho pode ser uma importante ferramenta de mudança para todos os envolvidos.
Mais do que os produtos confeccionados, essa parceria representa um exemplo de responsabilidade social, pois beneficia tanto os pacientes quanto os reeducandos envolvidos no projeto, que têm a oportunidade de aprender uma profissão e contribuir de forma positiva para a sociedade. É uma iniciativa que une solidariedade, ressocialização e melhoria contínua da assistência hospitalar.
Comunicação Agepen/MS
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Destaque nacional: Estudo apresenta benefícios e conquistas de MS rumo à universalização do saneamento
Com destaque e referência nacional, Mato Grosso do Sul planeja universalizar o saneamento básico no Estado até o final de 2027, sendo o primeiro estado do Brasil a ganhar esta condição. São benefícios diretos à população na saúde, economia, turismo e até valorização imobiliário. Este impacto econômico e social ao cidadão foi mensurado no estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, apresentado nesta segunda-feira (22), no auditório da Governadoria.
Durante a apresentação dos dados foi mostrado que Mato Grosso do Sul teve ganhos acumulados entre 2005 e 2024 de quase R$ 20 bilhões com a expansão do saneamento com economia de gastos em diferentes setores, devido o aumento na cobertura (água e esgoto). A previsão é que de 2025 até 2031 este patamar chegará as cifras de R$ 26 bilhões (bruto).
O estudo ainda avalia que os benefícios econômicos ao cidadão cheguem de 2025 a 2040 a R$ 40,845 bilhões (bruto). A conclusão é que a cada R$ 1,00 real investido em saneamento no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais, superando a média nacional que é de retorno R$ 4,10.

“Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos, o esforço de cada um envolvido neste processo. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai o primeiro estado do brasil a ter o saneamento básico universalizado. Nosso prazo é 2028, mas eu já cito final de 2027 para conquistarmos esta meta. Mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Ele mencionou que esta mudança de patamar teve início em 2015, quando iniciou as discussões para realização de uma PPP (Parceria Público-Privada) do Esgoto Sanitário, sendo concretizada em 2021. Decisão tomada antes da elaboração do Marco Legal do Saneamento.
“Antes o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos à faixa de 80%. Transformação sentida na vida das pessoas. Hoje podemos dizer que temos água de qualidade disponível, saneamento básico, com um esforço concentrado, desafios sendo realizados, para chegarmos nestes resultados positivos”, descreveu o governador.
Riedel destaca que este estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil apenas materializa os resultados que a população já está sentindo na prática no Estado. “O que a gente ouve, pensa e agora conhece em números nos ajuda a comparar nossa situação e entender onde nós estamos. Foi uma decisão do Estado de entregar algo que era essencial à sociedade”, completou.

Planejamento e resultado
Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, é um orgulho enorme participar deste sucesso, que segundo ele, não aconteceu por acaso. “Teve uma visão estratégica que nos permitiu chegar até aqui. Somente nesta gestão estadual nós saímos de 60% (cobertura) e agora estamos em 77%, são quase 110 mil ligações de esgoto nestes três anos e meio. O caminho já está nos trilhos para atingirmos a universalização cinco anos antes do Marco Legal”.
Mato Grosso do Sul ampliou em quase cinco pontos percentuais o atendimento por rede de esgoto em menos de um ano e se firma como destaque nacional na corrida pela universalização do saneamento básico. Dados mostram que a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela companhia saltou de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026, um avanço de 4,7 pontos percentuais em apenas nove meses.

Estes grandes investimentos foram frutos da PPP entre Sanesul e a empresa Ambiental MS Pantanal. Os resultados já aparecem em diversas cidades sul-mato-grossenses. Pelo menos 30 municípios atendidos pela Sanesul registram cobertura superior a 90%. Em alguns casos, os índices já se aproximam da universalização. Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã, Inocência e Paranaíba alcançaram 99% de cobertura.
“Vemos no Estado um modelo que busca a universalização do saneamento com várias mãos. Todos trabalhando em conjunto para que busquemos este grande desafio não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo país. Não indo atrás dos números, mas também da qualidade de vida da população, levando mais dignidade para as pessoas. Trabalho feito com planejamento, organização, investimento e uma parceria muito bem estruturada”, afirmou Gabriel Buim, diretor-presidente da MS Pantanal.
Para 2026, o plano de investimentos contempla obras em 39 municípios, com a implantação de mais de 480 quilômetros de novas redes, ampliação de 92 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), intervenções em Estações Elevatórias (EEEs), novas ligações domiciliares e reforço da estrutura operacional, consolidando a concessionária como protagonista na transformação sanitária do interior do Estado.

Legado para gerações
Para a CEO do instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os benefícios conquistados com o aumento da cobertura do saneamento se tornam verdadeiros legados para próxima geração e continuam fazendo a diferença com o passar dos anos. São conquistas que já aparecerem em Mato Grosso do Sul e vão continuar pelas próximas décadas.
“O objetivo deste estudo é mensurar os benefícios econômicos e sociais que a universalização do saneamento já trouxe para o Estado e o que pode trazer nos próximos anos para população. Estamos falando em mais saúde, educação, valorização imobiliária, renda com turismo e todos os objetivos acabam sendo influenciados por esta infraestrutura que transforma a vida dos cidadãos”.
Além dos números gerais, o levantamento ainda mostra que a redução de custos com a saúde chegará a R$ 258,793 milhões entre 2025 e 2040 e que o incremento na produtividade está estimado em R$ 14,8 bilhões no Estado neste mesmo período.
Já o turismo pode ganhar R$ 2,255 bilhões e a valorização imobiliária pode atingir R$ 1,701 bilhão entre 2025 e 2040, impulsionados pela melhoria ambiental e infraestrutura.
Ainda existe a perspectiva que após 2040, o legado da universalização deve gerar ganhos de R$ 18,795 bilhões, com custos de manutenção de R$ 12,145 bilhões, consolidando um saldo positivo de R$ 29,921 bilhões.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
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Fonte: Governo MS
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