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Operação inédita destrói 1 tonelada de medicamentos irregulares e reforça combate ao mercado clandestino

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Ação da Vigilância Sanitária Estadual contou com apoio da PRF e retirou definitivamente de circulação mais de 20 mil produtos sem regularização junto à Anvisa

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), realizou nesta sexta-feira (19), em Dourados, a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização conduzidas em todo o Estado.

A ação, considerada uma das maiores já realizadas no país para destruição desse tipo de produto, ocorreu na empresa de incineração San Cristo e deu destinação final a medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de procedência e sem registro ou regularização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O transporte do material de Campo Grande até Dourados contou com escolta da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que também atuou em parceria durante toda a operação, contribuindo para a segurança e integridade da carga até a sua destruição definitiva.

Mais de R$ 15 milhões em produtos apreendidos

Os itens destruídos foram retirados de circulação em ações permanentes de fiscalização realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul.

Somente neste ano, as operações resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, entre medicamentos e substâncias comercializadas clandestinamente. O valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 15 milhões.

#PACK: confira os vídeos mostrando a queima dos materiais clicando neste link

De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a incineração representa a etapa final de um trabalho contínuo de fiscalização e proteção da saúde pública.

“A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”.

Segundo Pirolo, o volume de apreensões alcançado nos últimos meses demonstra a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária.

“Em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”.

Mercado clandestino amplia riscos à saúde

Grande parte dos produtos apreendidos era comercializada por meios não autorizados, como redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais, sem qualquer garantia de procedência, armazenamento adequado ou controle sanitário.

Diretor-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Serafim Branco Neto alerta que a expansão das vendas por canais não regularizados aumenta significativamente os riscos para os consumidores.

“Nossa principal preocupação são os canais não regularizados, onde muitas vezes não é possível identificar a origem do produto nem verificar as condições adequadas de transporte e armazenamento. Garantir a rastreabilidade desses medicamentos é fundamental para oferecer mais segurança e transparência ao consumidor”.

Canetas emagrecedores foram incineradas nesta sexta

Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento médico

Entre os produtos destruídos estão medicamentos utilizados para emagrecimento que exigem prescrição e acompanhamento profissional. A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, Bianca Paraguassu, reforça que a aquisição desses medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer consequências graves.

“O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Esses medicamentos exigem armazenamento e transporte adequados, especialmente porque muitos são produtos biológicos. Quando adquiridos no mercado clandestino, o paciente não tem qualquer garantia sobre a eficácia, a pureza ou a segurança da substância que está utilizando”.

A endocrinologista destaca ainda que medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem.

“Em apreensões realizadas em diversas partes do país, já foram identificados produtos que continham desde substâncias sem efeito terapêutico até componentes capazes de provocar reações graves. O paciente busca um resultado rápido, mas pode acabar enfrentando complicações sérias e até mesmo situações de emergência”.

Automedicação e uso inadequado podem causar danos permanentes

Segundo Bianca, mesmo os medicamentos originais exigem acompanhamento especializado para monitoramento de efeitos adversos e ajuste adequado das doses.

“Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação, além de aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Outro ponto importante é a perda acelerada de massa muscular e massa óssea, que pode trazer consequências duradouras para a saúde”.

A especialista reforça que o tratamento da obesidade envolve avaliação individualizada e acompanhamento contínuo.

“A medicação pode ser uma ferramenta extremamente importante, mas ela não substitui o cuidado integral com a saúde. O uso seguro passa necessariamente pela avaliação médica, pela prescrição adequada e pela aquisição do produto em estabelecimentos regularizados”.

Medicamentos seriam comercializados de forma irregular no Brasil, podendo causar prejuízo à saúde dos pacientes que os utilizassem

Transparência e proteção da saúde

A realização da incineração também teve como objetivo dar transparência ao trabalho desenvolvido pela Vigilância Sanitária Estadual e demonstrar à população que medicamentos irregulares apreendidos em operações de fiscalização recebem destinação ambientalmente adequada e não podem ser reaproveitados ou comercializados novamente.

Além da destruição do material, a SES reforçou o alerta sobre os riscos da automedicação e da aquisição de medicamentos por canais não autorizados, prática que pode comprometer a saúde dos consumidores e favorecer a atuação de organizações envolvidas no comércio ilegal de produtos sujeitos ao controle sanitário.

A Vigilância Sanitária orienta que denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos sejam encaminhadas aos órgãos competentes, incluindo a Ouvidoria do SUS (Disque 136), contribuindo para a retirada desses produtos do mercado e para a proteção da saúde coletiva.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Victor Arguelho/Vice-governadoria

Fonte: Governo MS

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MATO GROSSO DO SUL

Escola, habitações e pavimentação: Governo de MS investe mais de R$ 111 milhões em Santa Rita do Pardo

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Com mais de R$ 111 milhões em investimentos em obras urbanas e rodoviárias em Santa Rita do Pardo, o Governo de Mato Grosso do Sul homologou a implantação e pavimentação da rodovia MS-040, entre os municípios de Santa Rita do Pardo e Brasilândia nesta quinta-feira (25), durante agenda de trabalho do governador Eduardo Riedel. Além disso, o chefe do Executivo também entregou a reforma da Escola Estadual José Ferreira Lima e a implantação de iluminação pública com luminárias de LED solar no anel rodoviário, ligando as rodovias MS-040 e MS-338.

“A escola aqui em Santa Rita está completamente reestruturada. Além disso, unidades habitacionais são construídas, temos ordem de serviço para restaura de pavimento dentro da cidade e a rodovia MS-040, que estamos autorizando, o primeiro trecho de quase 25 quilômetros, e de Brasilândia para cá vai começar também com o lote 4”, disse Riedel.

Para a população local, as obras trazem mais segurança e qualidade de vida. Na unidade escolar foram investidos mais de R$ 9,4 milhões na reforma geral e ampliação com acessibilidade. O diretor da escola Willians Delfino explicou que a reforma trouxe melhorias significativas para funcionários e alunos.

“Agora temos mais comodidade. A reforma e ampliação nos proporcionaram uma cozinha melhor e refeitório, que nós não tínhamos. Além de um pavilhão com laboratório de ciências, química, física e biologia”, comemorou.

A escola também tem uma quadra de vôlei de areia e uma horta. A unidade, a única da Rede Estadual no município, atende 430 alunos – incluindo as duas extensões – do 7° ano do Ensino Fundamental até o 3° ano do Ensino Médio. A intervenção moderniza a infraestrutura da unidade escolar, amplia a acessibilidade, fortalece a segurança e proporciona melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

“Eu comecei a estudar aqui este ano. Já cheguei com a escola reformada, toda novinha. Gostei de tudo, não tem como descrever, porque tudo está bem bonito”, disse Ana Júlia Oliveira da Silva, 14 anos, aluna do 8° ano do Ensino Fundamental.

Como parte da ampliação, foram construídos dois novos pavilhões, que abrigam cozinha, refeitório, laboratório de Química, nova sala de tecnologias educacionais e banheiros. A unidade também recebeu adequações para climatização, com instalação de infraestrutura para ar-condicionado em todas as salas de aula.

Já a obra de implantação de iluminação pública – com luminárias de LED solar – no anel rodoviário, que liga as rodovias MS-040 e MS-338, recebeu mais de R$ 1,3 milhão do programa “MS Ativo Municipalismo”. A obra contemplou a instalação de 150 postes metálicos e 150 luminárias autogeradoras, tecnologia que utiliza energia limpa e renovável, e reduz os custos de operação e manutenção do sistema de iluminação pública.

Além de proporcionar maior segurança para motoristas, ciclistas e pedestres que utilizam o trecho durante a noite, a nova iluminação melhora a mobilidade urbana, reforça a infraestrutura viária do município e contribui para o desenvolvimento sustentável, alinhando eficiência energética, inovação e preservação ambiental.

Moradora da área rural de Santa Rita do Pardo, a professora Ivone Rodrigues afirma que o anel rodoviário e a iluminação no local contribuem para a segurança da população. “Muitas pessoas andam a pé ou de bicicleta naquela área, para trabalhar no frigorífico. Então o asfalto e a iluminação foram muito importantes”, disse a professora.

Já a obra de pavimentação da MS-040, entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, é representativa. A obra contemplará a pavimentação de 24,7 quilômetros, e deve fortalecer a integração entre os municípios da região leste do Estado, proporcionando mais segurança, redução do tempo de deslocamento e dos custos logísticos para o transporte de pessoas e da produção agropecuária.

“Tem um novo eixo de desenvolvimento que é a chegada pelo estado de São Paulo entrando aqui no Mato Grosso do Sul, via Brasilândia. Isso faz toda a diferença para a região que está em franco desenvolvimento”, afirmou Riedel.

A obra estruturante e decisiva para o pleno aproveitamento das potencialidades econômicas e logísticas da região, atualmente está – com os dois primeiros lotes – em fase final de licitação, com os processos já encaminhados para homologação. As demais duas etapas do empreendimento encontram-se com os projetos concluídos, com previsão de serem licitadas no primeiro semestre de 2027, dando continuidade ao cronograma de implantação integral do corredor.

Os primeiros lotes compõem a etapa inicial de uma rota que se consolida como fundamental para o transporte de madeira, celulose, grãos, gado e insumos industriais, conectando áreas produtivas e o município de Santa Rita do Pardo aos polos industriais de Três Lagoas e Brasilândia — região reconhecida internacionalmente pela força de sua indústria de celulose — além de ampliar a integração logística com o estado de São Paulo.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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