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Para preservar o Pantanal, podutores rurais têm ações de conservação remuneradas por programa do Governo de MS

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Com atuação voltada a conservação do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo do Estado incentiva ações de restauração ecológica e adoção de práticas produtivas sustentáveis realizadas em propriedades rurais no bioma, que é a maior planície alagável do mundo.

Para promover a conservação da vegetação nativa, proteção da fauna silvestre, restauração ecológica e ainda fortalecer as comunidades tradicionais, o Governo do Estado mantém o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação).

O programa faz parte do PSA Bioma Pantanal, iniciativa pioneira no Brasil que abrange o Pantanal sul-mato-grossense e está estruturado em dois subprogramas, além do PSA Conservação, reúne também o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

O PSA Conservação, que remunera ações de conservação, é voltado exclusivamente a proprietários rurais do Pantanal que preservam áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.

O produtor rural Diego Vieira, contemplado pelo programa em dezembro do ano passado, é o responsável pela fazenda Jaguarte, localizada na região da Serra do Amolar. A propriedade tem área voltada para a conservação da biodiversidade, com foco na proteção da fauna, bem-estar das pessoas e dos ecossistemas da região, além de respeito a cultura tradicional.

“O PSA é uma ferramenta importante para estimular a conservação, pois reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais. O programa contribui para compensar parte dos custos da conservação e incentiva a proteção dos recursos naturais”, disse Vieira.

Com a conservação tratada como prioridade e já realizada na fazenda, antes da adesão ao PSA, Vieira e os demais proprietários buscavam conciliar a proteção dos recursos naturais com o uso sustentável da área.

Fazenda Jaguarte, na região da Serra do Amolar. (Foto: Diogo Vieira)

“O pagamento do PSA trouxe a possibilidade de ampliar esse compromisso, apoiando financeiramente ações importantes para a conservação. Um exemplo é o custeio da construção e manutenção de aceiros realizados pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, iniciativa criada pela ECOA em parceria com a WWF-Brasil, fortalecendo a prevenção e o combate aos incêndios florestais na região”, explicou o produtor.

Para contemplar as ações em desenvolvimento no bioma, o primeiro edital foi dividido com grupos prioritários – proprietários com autorização de supressão de vegetação nativa vigentes e que optassem pelo cancelamento, pecuaristas tradicionais do pantanal, entre outros.

A classificação das propriedades levou em consideração componentes de proteção, conservação e restrição. A avaliação das áreas foi de acordo com a qualidade da gestão ambiental e da localização estratégica do imóvel, como por exemplo estar próximo ou em áreas de amortecimento de unidades de conservação, estar com a propriedade sobreposta a corredores ecológicos e pelo tamanho da área de vegetação nativa excedente. Além disso, propriedades com ações de prevenção e combate a incêndios florestais também recebem pontuação pelas ações desenvolvidas.

“Também considero que o PSA é um instrumento eficiente para fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis. Quando aliado à assistência técnica e ao acompanhamento dos resultados, ele ajuda a conciliar produção rural e conservação da biodiversidade, gerando benefícios para os proprietários rurais e para toda a sociedade”, afirmou Vieira.

A primeira chamada do PSA Conservação, ocorreu em dezembro do ano passado e contemplou 40 proprietários rurais, com transferência de aproximadamente R$ 3 milhões referente a mais de 112 mil hectares de área de excedente de vegetação nativa protegidos por meio da ação. A segunda chamada está em andamento, na etapa de avaliação das propriedades, com previsão do resultado ser publicado no próximo mês.

“O PSA Bioma Pantanal tem o programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, o ‘Brigadas’, que é para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. Os proprietários aprovados têm perfil diferente, alguns são pantaneiros tradicionais e outros tem a propriedade voltada para conservação”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

PSA Bioma Pantanal

O PSA Bioma Pantanal é financiado por recursos provenientes do Fundo Clima Pantanal (Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal) – criado pela Lei do Pantanal (Lei Estadual nº 6.160, de 18 de dezembro de 2023) e regulamentado pelo Decreto Estadual n° 16.556, de 6 de fevereiro de 2025 –, com aporte anual do Governo do Estado no valor de R$ 40 milhões. O Fundo tem a finalidade de promover o desenvolvimento sustentável do bioma, gerenciar as operações financeiras dos programas de PSA na planície pantaneira e apoiar ações de conservação de ecossistemas.

No PSA Brigadas, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões. O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal.

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Diego Vieira/Fazenda Jaquarte
Galeria: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo


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Para preservar o Pantanal, PSA Brigadas destinou mais de R$ 6,1 milhões para diferentes projetos sustentáveis

Fonte: Governo MS

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Educação Profissional muda trajetória de jovem da Rede Estadual e transforma planos em futuro

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Aluno da Rede Estadual foi efetivado antes de concluir o Ensino Médio e vê na Educação Profissional a oportunidade que transformou aprendizado em projeto de vida.

A carta de admissão chegou sem avisar e tinha um peso que ainda era desconhecido pelo estudante Wender Cardoso, aluno do Centro de Educação Profissional Hércules Maymone, em Campo Grande. Nela, dizia que ele havia sido efetivado pela empresa onde trabalhava como jovem aprendiz aos 17 anos, antes mesmo de terminar o Ensino Médio em uma escola que o preparou para este caminho.

Tudo começou em 2024, quando Wender cursava o 2º ano do Ensino Médio no itinerário de Marketing Digital e ingressou no PAP (Programa de Aprendizagem Profissional), uma iniciativa que conecta estudantes de 14 a 24 anos da Rede Estadual de Ensino ao mercado de trabalho com contrato formal, salário e aprendizado prático.

Ele foi encaminhado para atuar como auxiliar administrativo na empresa Guatós e o nervosismo do primeiro dia logo deu lugar à responsabilidade de organizar arquivos, elaborar planilhas e representar a escola que acreditou nele.

Durante a formação, Wender aprendeu postura profissional, como se comportar em entrevistas e agir dentro de uma empresa. Cada aula virou ferramenta e cada orientação rendeu mais segurança. “Entrei sem saber muito o que fazer do futuro e encontrei uma oportunidade que mudou minha trajetória”, conta Wender.

Conciliando escola e trabalho, ele foi acumulando confiança, até que, ao concluir o Ensino Médio, a empresa decidiu mantê-lo. A efetivação, nas suas palavras, foi uma surpresa que mudou completamente sua realidade.

Hoje, Wender, que mora com a família — a mãe é servidora pública e o pai é pedreiro, está cursando Gestão de TI (EAD) na Unifamma, em Maringá, e organiza sua vida sem precisar pedir aos pais e contribui em casa. Uma conquista que representa muito para quem cresceu vendo a família se virar com o que tinha. “A escola ajudou com o conteúdo das aulas, o resto foi correr atrás”, lembra o estudante.

Assim como Wender, centenas de estudantes em Mato Grosso do Sul estão vivendo essa mudança, com o ingresso qualificado no Mundo do Trabalho. Desde 2023, ano que marcou o início do PAP na Rede Estadual, mais de mil adolescentes já foram contratados como Jovens Aprendizes. Além do Programa, outras iniciativas voltadas para a Educação Profissional transformaram as rotinas de mais de 100 mil jovens nos últimos três anos com o aumento da oferta de cursos da Educação Profissional na REE.

“A escola me deu essa chance de aprender e trabalhar ao mesmo tempo. Na empresa, pude conhecer uma nova realidade e agora, com o primeiro emprego, temos mais uma carteira de trabalho assinada em casa”, concluiu.

Gilberto Vargas Jr, Comunicação SED
Fotos: Gilberto Vargas Jr

Fonte: Governo MS

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