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Semadesc promove Seminário Estadual do PAA para fortalecer segurança alimentar e agricultura familiar em MS

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), realiza hoje (6) e amanhã (7) o Seminário Estadual do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O evento acontece no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, e reúne agricultores familiares, gestores públicos, técnicos e representantes de instituições parceiras para fortalecer a execução do programa no Estado.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com três editais do PAA em execução — PAA Indígena, PAA Quilombola e PAA Ampla Concorrência — que somam mais de R$ 9,1 milhões em investimentos. Os recursos ampliam o alcance das políticas públicas voltadas à agricultura familiar e à segurança alimentar, beneficiando populações em situação de vulnerabilidade social em diversas regiões do Estado.

O PAA é uma das principais iniciativas do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com o objetivo de promover o acesso à alimentação e incentivar a produção da agricultura familiar. O programa permite a aquisição direta de alimentos, sem necessidade de licitação, destinando-os à rede socioassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e instituições de ensino.

Desde 2021, o Governo do Estado executa o programa por meio de Termo de Adesão com o MDS, acumulando mais de R$ 21,8 milhões em recursos até 2026. Nesse período, já foram adquiridos e destinados mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos e 206 mil litros de leite pasteurizado. Somente nos primeiros meses de 2026, já foram distribuídos mais de 381 mil quilos de alimentos.

A secretária executiva de Agricultura Familiar, Karla Nadai reforça que o fortalecimento desses editais impulsiona a economia local ao manter os recursos circulando nos próprios municípios, incentivando a sucessão familiar. “O seminário no Bioparque também é o ambiente ideal para integrar inovação e assistência técnica, garantindo que o alimento fresco chegue com agilidade à rede socioassistencial e às comunidades indígenas e quilombolas, consolidando a soberania alimentar e o desenvolvimento sustentável em todas as regiões do Estado”, enfatiza a secretária.

Evento

O seminário tem como foco a troca de experiências, o alinhamento das ações e o fortalecimento institucional entre os envolvidos na execução do PAA, contribuindo para ampliar os impactos sociais e econômicos do programa em Mato Grosso do Sul. Veja AQUI a programação completa.

O secretário da Semadesc, Artur Falcette ressalta que o evento representa um momento estratégico para consolidar avanços e projetar novos resultados.

“O PAA é uma política pública que conecta quem produz com quem mais precisa. Ao mesmo tempo em que fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade na mesa de milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. Este seminário é fundamental para alinharmos estratégias, aprimorarmos a execução do programa e ampliarmos ainda mais o alcance dessa iniciativa em Mato Grosso do Sul”, destacou o secretário.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc

Fonte: Governo MS

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Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Fonte: Governo MS

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