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‘No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas’: instituições abrem movimento Maio Amarelo com foco em empatia e tecnologia

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Na manhã desta segunda-feira (04/05), autoridades e sociedade civil deram início ao Movimento Maio Amarelo, com uma solenidade na Praça Ary Coelho. O evento, marcado por um forte apelo à preservação da vida, contou com a presença diversas autoridade que compõem o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT) e toda a população para um esforço conjunto na redução de sinistros viários.

Com o tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, a campanha deste ano, definida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), propõe uma mudança de postura. A diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS, Andrea Moringo, destacou a profundidade da mensagem:

“Ver, às vezes a gente olha superficialmente. Mas enxergar é ir além. É somar esforços e parcerias”, afirmou Moringo, ressaltando que o objetivo é transformar o trânsito em um lugar de paz por meio do cuidado ativo.

A diretora enfatizou ainda que a união entre instituições como o SEST-SENAT, DNIT e a Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) é o que garante um trabalho consolidado. “Precisamos chegar à meta, que é zero mortes. Para isso, a gente soma esforços e acredita. Temos que, acima de tudo, acreditar e trabalhar incansavelmente”, pontuou.

Abertura do Maio Amarelo (Foto: Rachid Waqued)

Além da cerimonia, agentes e educadores de trânsito fizerem uma abordagem educativa com os condutores e pedestres do local.

Programação: Da Infância à Terceira Idade

O Detran-MS preparou um calendário extenso para o mês, buscando atingir todos os públicos com ações educativas e lúdicas:

  • Educação Infantil: O programa “Detran vai à Escola” levará a “História Cantada” para ensinar a travessia segura. Já o “Detranzinho” receberá visitas de crianças de 8 a 11 anos para atividades focadas na campanha.
  • Inclusão Social: No dia 16 de maio, o “MS Cidadão” realizará ações em aldeias indígenas; no dia 23, o mutirão “Todos em Ação” focará em comunidades da periferia.
  • Tecnologia e Imersão: Ações com óculos simuladores de embriaguez e a exibição do documentário “Uma escolha, várias vidas” serão realizadas para sensibilizar condutores.
  • Fórum Estratégico: Nos dias 25 e 26 de maio, o Bioparque Pantanal sediará o Fórum Centro-Oeste de Segurança Viária, com foco na Rota Bioceânica (RILA) e presença de autoridades internacionais.

Inovações e Sustentabilidade

Uma das novidades deste ano é a Exposição Gigantes, em parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). Entre 25 de maio e 05 de junho, uma maquete de “Passagem de Fauna” será exposta no Shopping Campo Grande e no Bioparque Pantanal para demonstrar como evitar o atropelamento de animais silvestres nas estradas.

Além disso, o Detran-MS realizará workshops técnicos para profissionais de CFCs no dia 20 de maio, tratando das atualizações da Resolução 1.020, além de palestras em empresas e centros de convivência para idosos.

O movimento Maio Amarelo reforça que a segurança no trânsito não é apenas uma questão de fiscalização, mas de educação e empatia. Como resumiu Andrea Moringo: “Que as pessoas possam refletir e aplicar isso na vida, no dia a dia”.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Fotos: Rachid Waqued

Fonte: Governo MS

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Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Fonte: Governo MS

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