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Capacitação forma multiplicadores e fortalece cuidado à saúde infantil em Mato Grosso do Sul

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Profissionais de 17 municípios participam de formação para padronizar atendimento na atenção primária

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) promoveu uma capacitação voltada à formação de multiplicadores na estratégia de AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância). A ação reuniu médicos e enfermeiros de 17 municípios de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de qualificar o atendimento e fortalecer o cuidado à saúde da criança na atenção primária.

Ao todo, participam da formação 8 médicos e 9 enfermeiros dos municípios de Amambai, Bandeirantes, Bela Vista, Campo Grande, Dourados, Iguatemi, Inocência, Itaporã, Miranda, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel do Oeste, Sete Quedas, Sidrolândia e Tacuru.

Formação para multiplicar conhecimento

A capacitação é voltada para profissionais que já passaram pelo curso operacional e agora se preparam para replicar o conhecimento em seus territórios.

Segundo o assessor técnico do Ministério da Saúde, Jaime Valencia, a proposta é ampliar o alcance da metodologia.

“Estamos com profissionais da atenção básica, médicos e enfermeiros, realizando um curso de capacitação para que eles se tornem multiplicadores da atenção integrada às doenças prevalentes da infância. Essa iniciativa, da OMS (Organização Mundial da Saúde), apoiada pelo Ministério da Saúde, é voltada para qualificar o atendimento na atenção primária”, explica.

Ele destaca que o objetivo vai além da prática individual. “Agora, esses profissionais passam a capacitar as equipes de saúde em seus municípios, principalmente médicos e enfermeiros, garantindo que a estratégia seja aplicada de forma ampliada, e não apenas nas unidades onde atuam”.

A gerente de Atenção Integral à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, reforça o alcance da formação no Estado.

“A formação de multiplicadores na estratégia AIDPI é fundamental para ampliar o alcance e a qualidade do cuidado à saúde da criança em nosso estado. Ao capacitar profissionais que se tornam referências em seus territórios, garantimos a disseminação do conhecimento de forma contínua, fortalecendo a atenção primária e qualificando o manejo das principais causas de adoecimento e mortalidade infantil”, afirma.

Segundo ela, o impacto é direto nos indicadores de saúde. “Essa estratégia promove cuidado integral, oportuno e baseado em evidências, impactando diretamente na redução de agravos e na melhoria dos indicadores de saúde infantil”.

Padronização do atendimento e mais qualidade no cuidado

Um dos principais pilares da formação é a padronização das condutas clínicas, com base em evidências científicas.

“É fundamental padronizar o atendimento, para que todos os profissionais atuem da mesma forma, com as mesmas orientações e condutas. A estratégia permite identificar sinais de risco, orientar corretamente os cuidadores e garantir o tratamento adequado, seja ele medicamentoso ou não”, reforça Jaime.

A proposta também inclui o acompanhamento das famílias. “É importante orientar a mãe ou responsável sobre os cuidados em casa e quando procurar novamente a unidade de saúde”, completa.

Experiência que se transforma em prática

Para os participantes, a formação representa uma oportunidade de qualificação e de fortalecimento da prática profissional.

O médico de família e comunidade do município de Dourados, Arthur Dayrell ressalta a importância da iniciativa para a rede de saúde.

“Essa capacitação permite que, futuramente, possamos replicar esse método para outros profissionais da rede. É fundamental que a gestão ofereça essas oportunidades, porque os profissionais capacitados conseguem levar esse conhecimento para as equipes e para o dia a dia da assistência”, afirma.

Ele destaca ainda a relevância da padronização. “As condutas apresentadas são baseadas em evidências científicas e recomendações do Ministério da Saúde. Isso garante que crianças, especialmente de 2 meses a 5 anos, recebam um atendimento mais uniforme, sem variações entre profissionais”.

Impacto direto no atendimento à população

Na prática, a estratégia contribui para melhorar a avaliação e o manejo das principais demandas atendidas nas unidades básicas.

A enfermeira Jessica Monteiro que atua em São Gabriel do Oeste, destaca que a formação fortalece a qualidade do atendimento.

“A padronização melhora o cuidado ao paciente, garantindo que todos os profissionais tenham a mesma atuação diante de um quadro. Isso traz mais segurança e qualidade na assistência”.

André Lima, Comunicação SES
Foto: André Lima

Fonte: Governo MS

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MATO GROSSO DO SUL

Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências

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Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.

No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.

“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.

A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.

O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.

Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.

A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.

Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.

Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.

“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.

Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.

Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.

A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS

Fonte: Governo MS

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