MATO GROSSO DO SUL
Em mutirão oftalmológico, Hospital Regional de Três Lagoas realiza 107 cirurgias de catarata
Atendimento beneficiou pacientes de 11 municípios e contribuiu para a redução da fila de espera no SUS
Com o objetivo de reduzir a fila de espera por cirurgias oftalmológicas e ampliar o acesso à saúde, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, realizou 107 cirurgias de catarata em pacientes de 11 municípios do Estado, durante mutirão oftalmológico promovido no mês de abril.
A iniciativa teve como foco melhorar a qualidade de vida dos pacientes, devolvendo autonomia e contribuindo para a recuperação da visão. A ação promovida pelo Ambulatório da Unidade, contou com ampla mobilização dos setores assistenciais, administrativos e de agendamento, e a parceria com as regulações municipais, fundamentais para a comunicação com os pacientes e a organização do transporte.
Enfermeiro e coordenador do Ambulatório, Guilherme Silva destaca que a estratégia adotada foi essencial para o sucesso da ação. “Realizamos uma força-tarefa focada nas cirurgias de catarata, que apresentam alto índice de absenteísmo. Intensificamos o contato com os pacientes, com as regulações municipais e com as secretarias de saúde, buscando o apoio das cidades para garantir o comparecimento. Essa mobilização foi fundamental para atingirmos esse resultado”, explica.
Atendimentos
Além das cirurgias de catarata, o mutirão, concentrado em dois dias estratégicos, também contemplou outros procedimentos oftalmológicos, como implante de lente intraocular (LIO) e cirurgias de pterígio (PTG).
No dia 15 de abril, foram realizados 30 procedimentos de catarata, três de pterígio e um implante de lente intraocular. Já no dia 20 de abril, a equipe realizou mais 77 cirurgias de catarata, totalizando 111 procedimentos, sendo 107 de catarata.
A ação atendeu pacientes de: Água Clara, Brasilândia, Bonito, Chapadão do Sul, Cassilândia, Costa Rica, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ponta Porã e Selvíria.
Absenteísmo
O absenteísmo: caracterizado pelo não comparecimento dos pacientes a consultas e procedimentos agendados é um dos principais desafios enfrentados pelos serviços de saúde pública, pois sobrecarrega o sistema, gera desperdício de recursos e impacta diretamente na qualidade do atendimento.
Segundo o coordenador do Ambulatório, a taxa média de absenteísmo para cirurgias de catarata na unidade varia entre 50% e 70%. Com a realização desta edição do mutirão, esse índice foi reduzido para 14%.
“O mutirão teve um resultado muito positivo e reforça a importância da integração entre hospital e municípios. Conseguimos reduzir o absenteísmo em relação aos meses anteriores, o que impacta diretamente na diminuição da fila de espera. Agradecemos o apoio das regulações e das secretarias de saúde, fundamentais para o comparecimento dos pacientes. Para os próximos mutirões, queremos fortalecer ainda mais essa articulação e ampliar o acesso aos procedimentos”, destaca Guilherme Silva.
A ação terá continuidade no dia 6 de maio, com a previsão de atendimento de 160 pacientes, entre retornos pós-operatórios e primeiras consultas para novos procedimentos.
O HR de Três Lagoas é administrado pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul).
Comunicação SES
*com informações do HR 3 Lagoas
Fotos: HR 3 Lagoas
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Polícia Científica mostra como exames em acidentes ajudam a revelar causas e prevenir novas ocorrências
Marcas de pneus, danos nos veículos, fragmentos, fluidos, condições da via e posição final dos envolvidos ajudam a indicar como um acidente de trânsito aconteceu. Em ocorrências graves, esses elementos são analisados pela PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul) para produzir a prova técnico-científica que subsidia a investigação.
No Maio Amarelo, campanha voltada à segurança no trânsito, o trabalho pericial reforça que a prevenção também depende de compreender por que os acidentes acontecem. A resposta pode estar no comportamento do condutor, nas condições do veículo, na estrutura da via ou na combinação desses fatores.
“O papel da instituição é materializar a verdade através da ciência. Nós não buscamos culpados, buscamos entender a dinâmica do evento”, afirma o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do IC (Instituto de Criminalística) da PCi-MS.
A equipe costuma ser acionada em acidentes com lesões graves, mortes, suspeita de crime de trânsito ou quando há necessidade de esclarecer a ocorrência para fins judiciais. Ao chegar ao local, os peritos criminais verificam as condições de segurança, avaliam a preservação da área e iniciam o registro fotográfico e métrico.
O levantamento inclui marcas de frenagem ou derrapagem, ponto provável de colisão, deformações nos veículos, fragmentos, fluidos, posição de repouso dos automóveis e demais elementos materiais. A partir desses dados, são aplicados princípios da física e da engenharia para estimar velocidade, trajetória, direção das forças e sequência dos impactos.
Em uma marca de frenagem, por exemplo, os peritos analisam a energia dissipada pelo veículo até a parada. Para isso, consideram fatores como o comprimento da marca e o atrito do pavimento. “Não é achismo, é cálculo puro”, resume o diretor.
A análise também considera fatores externos à conduta dos envolvidos. Condições da pista, sinalização horizontal e vertical, iluminação, visibilidade, chuva, neblina, buracos, ondulações e características geométricas da via podem interferir diretamente no acidente.
Essa leitura ampla é necessária porque nem sempre a causa determinante está em um único fator. Em alguns casos, a prova pericial pode indicar falha mecânica, problema viário, perda de aderência, limitação de visibilidade ou funcionamento inadequado de sistemas de segurança.
Preservar o local pode definir a qualidade do laudo. Quando veículos são retirados de posição sem necessidade, fragmentos são removidos ou a via é limpa antes da chegada da perícia, informações importantes podem ser perdidas.
“Mover um veículo ‘apenas um pouco’ ou varrer os detritos antes da nossa chegada pode inviabilizar o cálculo da velocidade ou a determinação de quem invadiu a pista contrária”, explica o perito.
Após o exame de local, outros procedimentos podem complementar a investigação, especialmente em acidentes com mortes. No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), a necropsia pode indicar se a morte decorreu do trauma provocado pelo acidente ou se houve outro evento anterior, como mal súbito.
Quando necessário, os veículos passam por análise específica. Sistemas de freio, direção, cintos de segurança, airbags e outros componentes podem ser examinados para verificar se estavam em condições de funcionamento e se tiveram relação com o resultado da ocorrência.

Tecnologias como drones, scanners a laser e softwares de simulação tridimensional ampliaram a capacidade de registro e análise das cenas. Esses recursos permitem documentar o local com maior precisão, reduzir o tempo de interdição de vias e apresentar a sequência do acidente de forma mais compreensível no laudo.
A contribuição da Polícia Científica não termina no esclarecimento de uma ocorrência específica. Os laudos também podem revelar padrões em determinados trechos, como recorrência de acidentes, falhas de sinalização ou problemas estruturais em vias.“O laudo pericial não apenas esclarece o passado, ele ajuda a projetar um trânsito mais seguro”, finaliza o diretor do IC.
Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS
Foto: Simulação Polícia Científica/MS
Fonte: Governo MS
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