MATO GROSSO DO SUL
Mais de 5 milhões de consultas online marcam primeiro ano do Portal Meu Detran de Mato Grosso do Sul
O Portal de Serviços Meu Detran completa um ano de funcionamento com resultados que mostram uma mudança real na forma de acesso aos serviços do Detran-MS. Em apenas 12 meses, a plataforma alcançou 776.251 usuários, um crescimento de 59% em relação a todo o período do portal antigo, que registrou 488 mil usuários em mais de quatro anos.
Mais do que o aumento no número de acessos, o destaque está na forma como os serviços digitais passaram a ser oferecidos e a fazer parte da rotina do cidadão, garantindo mais praticidade, agilidade e autonomia.
A consulta de débitos de veículos lidera como o serviço mais utilizado, com mais de 5,4 milhões de acessos no primeiro ano. A funcionalidade permite que o cidadão verifique sua situação de forma rápida e segura, sem precisar sair de casa.
Outro serviço com alta demanda é a emissão de guias de pagamento, que ultrapassou a marca de 1,3 milhão de documentos emitidos.

O agendamento de atendimentos presenciais também se consolidou no ambiente digital. Foram 100.997 agendamentos realizados, sendo 89,2% feitos diretamente pelo portal, o que ajuda a reduzir filas e organizar melhor o atendimento nas unidades.
Na área de habilitação, a digitalização do processo de renovação da CNH permitiu que mais de 50 mil condutores iniciassem o serviço de forma online, representando 82,6% das renovações no período.
O portal também trouxe mais facilidade para a atualização de dados cadastrais, com mais de 30 mil alterações realizadas no primeiro ano, entre mudanças de endereço de condutores e também de veículos.
Para o diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, os resultados refletem o compromisso com a melhoria contínua dos serviços digitais. “Seguimos aprimorando as ferramentas para que cada vez mais serviços sejam integrados de forma simples e resolutiva para o cidadão”, destaca.
Os números refletem não apenas o avanço tecnológico, mas uma mudança no relacionamento com o cidadão, que passa a contar com serviços mais acessíveis, rápidos e eficientes no dia a dia.

Vale destacar que o novo formato do Portal Meu Detran foi desenvolvido a partir de referências internacionais de serviços públicos digitais, fortalecidas por meio de Acordo de Cooperação Técnica com o Estonia Hub. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado e do Detran-MS com a modernização dos serviços, além de posicionar a plataforma como a primeira do Estado a adotar um conceito centrado na experiência do cidadão.
A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Executiva de Transformação Digital (Setdig) e coloca o cidadão como protagonista no acesso aos serviços públicos. A plataforma também conta com dupla camada de segurança e acesso exclusivo para pessoas físicas mediante login, garantindo mais proteção e confiabilidade. A iniciativa atende os pilares verde e digital que norteiam a gestão estadual.
Meses após o lançamento do Portal Meu Detran, o Detran-MS ampliou sua estratégia digital com o aplicativo Meu Detran MS e a atendente virtual Glória, disponível pelo WhatsApp no número (67) 3368-0500, consolidando um ecossistema de serviços cada vez mais acessível, ágil e centrado nas necessidades do cidadão.
Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Rachid Waqued
Fonte: Governo MS
MATO GROSSO DO SUL
Quando histórias indígenas ocupam espaços, sonhos reacendem em Mato Grosso do Sul
No mês em que o País volta o olhar para o 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, histórias que antes permaneciam restritas aos territórios ganham voz, corpo e presença. Em Mato Grosso do Sul, elas não falam apenas de resistência, como também de protagonismo. São trajetórias que atravessam dificuldades, constroem caminhos próprios e hoje ocupam espaços, inspirando quem está dentro e também fora das aldeias.
Foi nesse contexto que a Secretaria de Estado da Cidadania promoveu o painel “Indígenas que inspiram: Indígenas na Educação, na Saúde, no Agronegócio e na Justiça — Minha história, minha trajetória: como posso inspirar?”
A proposta nasceu de uma constatação simples, mas potente: existem muitas histórias indígenas que ainda não são conhecidas, narrativas que ficaram restritas às comunidades, às famílias, aos territórios. Ao colocá-las em evidência, o painel não apenas valoriza trajetórias, como também amplia o horizonte de quem ainda está começando.
Quatro convidados, de áreas diferentes, representaram esse conjunto maior. Não como exceções, mas como parte de um movimento que cresce silenciosamente e, agora, começa a ser visto.
Educação que transforma e devolve
A trajetória do educador e liderança indígena Flaviano Franco é atravessada por aprendizados e escolhas que nasceram, muitas vezes, da necessidade. Criado pelos avós, ele cresceu em um contexto de limitações materiais, mas cercado por referências que moldaram sua forma de ver o mundo. Foi na escola que encontrou uma possibilidade concreta de mudança, não como ruptura com sua origem, e sim como continuidade.
“Eu sempre digo que o importante não é como a gente começa, é como a gente vai terminar. E, para mim, foi o estudo que mudou o rumo da minha vida.”
Antes de chegar à universidade, sua caminhada passou por diferentes ofícios. Foi pedreiro, cortador de cana, trabalhador em espaços onde, mais do que exercer uma função, precisava reafirmar diariamente sua capacidade. Experiências que revelaram, de forma direta, as barreiras que ainda se impõem à população indígena. “Eu precisei provar que era capaz mesmo já tendo qualificação. Foi ali que entendi que não era só sobre formação, era sobre preconceito.”
Justamente desse incômodo surgiu o impulso para seguir pela área da linguagem. Ao perceber que muitas das desigualdades também se manifestam na forma como os indígenas são vistos e representados, Flaviano encontrou na educação e na pesquisa um caminho de enfrentamento e de reconstrução de narrativas.
“Se a gente não ocupar esses espaços, vão continuar falando por nós. A gente precisa ensinar o sistema, porque o sistema não sabe nada sobre nós.”
Hoje, sua atuação vai além da sala de aula. Como educador, pesquisador e liderança, ele trabalha para fortalecer a educação indígena como um espaço que não apenas transmite conteúdo, mas preserva saberes, valores e formas próprias de existir.
Caminhos que começam cedo
A trajetória da médica indígena Laysa Moreira Dorneles, do povo Terena, começa muito antes da universidade. Começa na infância, em uma realidade onde o trabalho não era escolha, mas necessidade, onde ela aprendeu a conciliar responsabilidades, ajudando a família e, ao mesmo tempo, alimentando um sonho que ainda parecia distante.
“Desde cedo eu aprendi que, se eu quisesse conquistar algo, eu precisaria trabalhar, me esforçar e não desistir.”
Ainda criança, passou por diferentes atividades, desde venda de produtos, trabalho como babá, atuação na área da beleza, e fazendo o que fosse possível para seguir estudando. Esse movimento contínuo de esforço não parou com a chegada à universidade. Pelo contrário, se intensificou.
Durante a graduação em Medicina, Laysa precisou equilibrar rotina acadêmica, trabalho e dificuldades financeiras. Para se manter, continuou atendendo clientes, organizando horários e adaptando sua realidade para não abandonar o curso.
“Eu precisei conciliar o trabalho com os estudos para conseguir me manter durante a faculdade. Não foi fácil. Teve dificuldades financeiras, teve cansaço, teve momentos em que parecia que não ia dar.”
Além dos desafios materiais, havia também o peso do preconceito e dos estereótipos que ainda cercam a identidade indígena. “Muitas pessoas ainda têm um estereótipo do que é ser indígena, como se existisse um padrão único. Mas ser indígena não é aparência. É pertencimento, é cultura, é comunidade.”
Formada recentemente, Laysa hoje atua na área da saúde e segue ampliando sua atuação profissional, carregando consigo não apenas uma conquista individual, mas um significado coletivo. “Hoje eu sou uma mulher indígena, médica, ocupando um espaço que não foi pensado para nós.”
Saberes que se encontram
Na área do agronegócio, a trajetória da engenheira agrônoma Tainara Terena revela um caminho construído entre diferentes formas de conhecimento. Formada pela UFGD, ela rapidamente percebeu que o diploma não encerrava os desafios, pelo contrário, era apenas o início de uma caminhada ainda mais complexa.
“Mulher indígena e engenheira agrônoma não é fácil. A gente acha que depois de formada vai ser mais simples, mas não é.”
Logo após a formação, começou a atuar diretamente com sua comunidade. Mas a realidade do mercado de trabalho trouxe obstáculos que exigiram adaptação, deslocamento e persistência. Foi nesse movimento que Tainara passou a construir sua atuação, unindo o conhecimento técnico adquirido na universidade com os saberes tradicionais aprendidos com a família e com a vivência na aldeia. Um encontro que orienta sua prática até hoje.
“Eu sempre procuro unir o conhecimento técnico com aquilo que a gente já sabe, que vem dos nossos pais, dos nossos avós.”
Com mais de 14 anos de atuação, ela trabalha diretamente com produtores indígenas, orientando práticas sustentáveis, fortalecendo a agricultura familiar e incentivando a geração de renda dentro das comunidades. “A ideia é mostrar que nós, indígenas, somos capazes de produzir, de plantar, de comercializar, e ainda fazer isso de forma orgânica.”
O cotidiano, no entanto, não é simples. As mudanças climáticas, a falta de investimento e as dificuldades estruturais impactam diretamente a produção nas aldeias. “Hoje a gente vê produtores que não conseguem mais colher como colhiam antes. O clima mudou, a realidade mudou.”
Diante disso, seu trabalho também passa por adaptação. Buscar alternativas, orientar técnicas e, principalmente, respeitar o tempo e as condições de cada território. “Não é só aplicar técnica. É entender a realidade de cada comunidade.”
Ainda assim, é nesse cenário que ela reafirma uma convicção que atravessa sua trajetória: é possível desenvolver, inovar e crescer sem abrir mão da identidade. “Eu quero mostrar que nós somos capazes, sem deixar de lado aquilo que somos.”
Presença que transforma instituições
No campo da Justiça, a trajetória do promotor Fernando Júnior carrega não apenas uma conquista individual, mas o peso e o significado de uma presença que ainda é rara em espaços institucionais. Natural de Dourados, da aldeia Jaguapiru, ele começou a sonhar com o Direito ainda criança.
Com o tempo, esse sonho ganhou contornos mais definidos. O que antes parecia distante se transformou em objetivo concreto, sustentado por estudo, disciplina e muitas renúncias ao longo da juventude.
A aprovação em um dos concursos mais concorridos do país o levou ao Ministério Público do Estado do Pará, onde hoje atua como promotor de Justiça. Um lugar que, como ele próprio reconhece, não foi historicamente pensado para indígenas. “Esses espaços não foram pensados para nós. Existem muros invisíveis, como o preconceito e a dificuldade de acesso.”
Sua atuação hoje envolve uma rotina intensa, lidando com diferentes áreas e demandas da sociedade. Mas, mesmo distante de Mato Grosso do Sul, sua trajetória segue conectada à origem e ao compromisso com as comunidades indígenas. “Quando a gente chega nesses espaços, a gente carrega uma responsabilidade. A gente não chega sozinho.”
Essa responsabilidade se traduz em uma ideia que atravessa toda a sua fala: a de multiplicar caminhos. “A gente quer que outros também cheguem. A gente quer ensinar, ajudar, diminuir esses caminhos.”
Além de ocupar espaços, a presença indígena nas instituições representa uma mudança de perspectiva. Um movimento que não apenas amplia a participação dos povos originários, mas também tensiona e transforma esses ambientes. “Hoje a gente mostra que é possível chegar e continuar sendo quem a gente é.”
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa e internas: Matheus Carvalho/SEC
Galeria: Paula Maciulevicius
Fonte: Governo MS
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