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AGRONEGÓCIO

Goiânia recebe encontro nacional sobre confinamento bovino

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De 10 a 12 de setembro, Goiânia (capital de Goiás) será palco de um dos principais eventos dedicados à pecuária de corte no Brasil. O Feedlot Summit reunirá pecuaristas, técnicos e gestores em torno de debates sobre manejo, mercado e inovações em confinamento.

A programação foi organizada em quatro grandes eixos: mercado e previsões, inovações técnicas dentro da porteira, sustentabilidade e gestão de pessoas. A proposta é oferecer um panorama atualizado das tendências nacionais e internacionais, abordando desde custos de produção até estratégias de eficiência em sistemas intensivos.

Na parte econômica, o evento trará análises de mercado, cenários futuros para a arroba e perspectivas para os grãos que compõem a base da nutrição animal. No eixo técnico, ganham espaço temas como fertilidade de pastagens, manejo reprodutivo, avaliação de carcaça e estratégias nutricionais, além de protocolos sanitários voltados para recria e terminação.

O programa também abre espaço para experiências internacionais, com especialistas convidados da América do Norte e da África do Sul, trazendo comparativos sobre sistemas de confinamento em diferentes realidades produtivas.

A gestão de pessoas será outro destaque, com apresentações sobre liderança, uso de sensores e inteligência artificial para mensuração de indicadores, além de cases de empresas que atuam em larga escala no confinamento. O encerramento contará com uma palestra voltada para estratégias de adaptação e resiliência em sistemas de produção.

Serviço:

Evento: Feedlot Summit
Data: 10 a 12 de setembro
Local: Espaço Dois Ipês, Goiânia (GO)

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Aprosoja-MT diz como evitar problemas legais após incêndios nas lavouras

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Com a chegada do período mais seco do ano, os incêndios em áreas rurais voltam a figurar entre as maiores ameaças ao agronegócio em Mato Grosso. Mais do que combater as chamas, o produtor precisa estar atento à segurança jurídica: em muitos casos, o agricultor que já foi vitimado pelo fogo acaba sofrendo questionamentos e investigações indevidas sobre a origem das ocorrências.

A recomendação central da Aprosoja-MT é a profissionalização da resposta imediata ao sinistro. A percepção de que o produtor seria o causador das queimadas é um equívoco que custa caro, alerta Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade. “Na prática, o produtor está entre os maiores prejudicados, já que o fogo compromete a fertilidade do solo, reduz a produtividade e coloca em risco lavouras, máquinas, animais e pessoas”, afirma.

Para se resguardar, a orientação técnica é clara e não admite improvisos. Assim que o foco é controlado, o produtor deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando data, hora e circunstâncias do início do fogo. A formalização em cartório, por meio de uma ata notarial, é considerada um diferencial jurídico, pois documenta com fé pública a situação da propriedade imediatamente após a passagem das chamas.

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, que enfrentou um grande incêndio em sua própria fazenda em 2020, destaca que o registro detalhado é a única forma de provar que a propriedade foi alvo e não a fonte do desastre. “Além dos danos imediatos, o fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo, afetando a matéria orgânica, a microbiota e a capacidade de retenção de umidade, fatores essenciais para a produtividade agrícola”, diz Cervo. Ele reforça que, durante o combate, todo registro — seja por fotos, vídeos ou depoimentos das equipes de brigada — deve ser centralizado para compor o dossiê de defesa.

A estratégia de defesa começa muito antes da primeira chama. O treinamento de brigadas próprias e o investimento em equipamentos de combate — como reservatórios, bombas costais e aceiros bem planejados — fazem parte da gestão de risco nas propriedades mato-grossenses. A integração rápida com o Corpo de Bombeiros e vizinhos de área também é um ponto de controle que, além de conter a propagação, demonstra a boa-fé e o empenho do produtor em proteger o ecossistema.

A entidade reforça que, neste período de estiagem, a documentação é o braço direito do agricultor. Manter os protocolos das autoridades atualizados e o histórico da propriedade organizado não é apenas burocracia, mas a garantia de que o patrimônio e a reputação do produtor estarão protegidos contra eventuais acusações infundadas.

Fonte: Pensar Agro

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