TURISMO
Santo Graal em Valência: História e lenda aberto a visitação

Você sabia que o Santo Graal — o cálice mais famoso da história — pode estar mais perto do que você imagina? Pois é: ele não está escondido em cavernas secretas, nem perdido em templos esquecidos. O possível cálice da Última Ceia de Jesus está hoje em exibição em plena Catedral de Valência, na ensolarada costa leste da Espanha. E o melhor: você pode visitá-lo!
Se está planejando uma viagem por Valência, essa é uma parada obrigatória, seja fã de história, um apaixonado por lendas medievais ou um simples curioso. A história do Santo Cálice de Valência mistura fé, arqueologia e um pouco de magia — tudo isso no coração de uma das cidades mais vibrantes da Europa.
O que é o Santo Graal?
É uma das relíquias mais lendárias do mundo. Segundo a tradição cristã, seria o cálice utilizado por Jesus Cristo durante a Última Ceia e que teria sido usado para recolher seu sangue na crucificação.
Ao longo dos séculos, a busca pelo Graal inspirou cavaleiros medievais, poetas, cineastas (como em Indiana Jones e a Última Cruzada ) e gerações de aventureiros.
Mas enquanto muitas histórias colocam o Graal como um objeto mágico perdido, em Valência, ele tem endereço certo: Na catedral central da cidade Valenciana.
Um cálice com história real
O Cálice de Valência é uma taça de ágata vermelha, com uma base e alças de ouro e pedras preciosas. Estudos arqueológicos datam a parte superior do cálice entre o século IV a.C. e o século I d.C. — compatível com o período da Última Ceia.
Segundo registros históricos, o cálice teria sido levado de Jerusalém a Roma pelos primeiros cristãos e, mais tarde, enviado para a Espanha para protegê-lo durante as perseguições do Império Romano. Desde 1437, ele está guardado na Catedral de Valência, onde é venerado e exibido ao público.
Como visitar o Santo Graal
A Catedral de Valência, ou Catedral de Santa Maria, está localizada na belíssima Praça da Rainha(Plaza de la Reina), bem no centro histórico da cidade. É uma das igrejas mais importantes da Espanha e abriga o cálice em uma capela especial — a Capela do Santo Cálice.
A visita à catedral inclui o acesso à capela, onde você poderá ver de perto o cálice, protegido por um altar envidraçado. Além disso, a catedral em si é uma atração imperdível, com seu mix de estilos gótico, românico e barroco.
Dica de viajante:
Planeje sua visita para um dia de semana pela manhã ou no final da tarde, quando o movimento de turistas é menor. Se possível, participe de uma das missas solenes em que o cálice é utilizado.
Curiosidades para contar na viagem
O cálice de Valência foi utilizado em missas por dois papas: João Paulo II (1982) e Bento XVI (2006). É o único cálice conhecido cuja origem e trajetória são compatíveis com a época da Última Ceia. Inspirou a rota turística oficial chamada Rota do Santo Cálice, que passa por locais históricos na cidade e na região. O famoso filme “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989) foi em parte inspirado na história do cálice de Valência.
Por que vale a visita?
Além de sua importância histórica e religiosa, o Santo Cálice é um símbolo vivo da rica herança cultural de Valência. É uma oportunidade única de ver com os próprios olhos um objeto que, há séculos, alimenta histórias e inspira milhões.
E claro — Valência oferece muito mais: praias incríveis, a futurista Cidade das Artes e Ciências, a deliciosa paella valenciana e um centro histórico encantador.
Serviço:
Local: Catedral de Santa Maria de Valência (Plaça de la Reina, s/n, Valência)
Horários de visita: De segunda a sábado, das 10h às 18h30; domingos, das 14h às 18h30 (consulte horários atualizados)
Entrada: Aproximadamente €9,00 (inclui áudio-guia e acesso a todo o complexo da catedral)
Se você ama viagens com um toque de mistério e história, incluir o Santo Cálice no seu roteiro por Valência é uma experiência que você não vai esquecer. Prepare a câmera — e quem sabe você não encontra um pouco do seu próprio Graal interior.
Fonte: Turismo
TURISMO
No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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