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IA do Google transforma qualquer texto em imagens fotorrealistas

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Google transforma textos em imagens
Unsplash/Kai Wenzel

Google transforma textos em imagens

A inteligência artificial parece ter alcançado um novo marco, desta vez pelas mãos do Google. Um programa chamado Imagen promete transformar qualquer texto descritivo em uma imagem. Qualquer texto mesmo, até os mais malucos que você pensar.

O site da ferramenta traz alguns exemplos bastante complexos, para não dizer surreais:

  • Uma pintura em óleo majestosa de uma rainha guaxinim usando um vestido real vermelho francês. O quadro está pendurado em uma parede decorada.
  • Uma foto de um cachorro Corgi andando de bicicleta na Times Square. Ele está usando óculos de sol e chapéu de praia.
  • Uma cobra gigante em uma fazenda. A cobra é feita de milho.

Em todos os casos, os resultados são imagens muito bem acabadas. Elas parecem feitas em um programa de ilustração, modelagem 3D ou edição de fotografias. Veja exemplos:

Imagens geradas pela inteligência artificial do Google
Reprodução/Google

Imagens geradas pela inteligência artificial do Google

A página traz uma pequena demonstração, bem mais limitada do que a inteligência artificial promete. Nela, você tem opções de estilo de imagem, animal, roupas, acessórios, atividades e cenários. É só combinar e receber sua imagem.

Os resultados são quase sempre ótimos — as fotos de panda e guaxinim usando óculos escuros não deram certo, mas de resto, as imagens se encaixam perfeitamente na descrição.

Segundo o Google, sua inteligência artificial bateu a DALL-E, da OpenAI, em um benchmark que a própria empresa criou. O teste consiste em colocar os programas para criarem 200 imagens a partir de descrições predefinidas e depois colocá-las sob avaliação de humanos.

Modelos de texto-para-imagem como estes permitiriam que pessoas criem ilustrações e montagens sem precisar saber operar programas como Photoshop, por exemplo. Mas não agora.

Inteligência artificial traz riscos

O Google não liberou a ferramenta para teste. Por isso, não dá para dizer se qualquer descrição vai virar uma imagem tão boa assim ou se a empresa só selecionou os melhores resultados para mostrar — partindo do princípio que não houve manipulação, obviamente.

Mas há um bom motivo para isso. Se o Imagen é tão poderoso quanto promete, ele pode ser usado para fake news, bullying e assédio. O Google também ressalta que o algoritmo aprende com imagens da internet, então pode codificar vieses sociais como racismo, sexismo ou comportamentos tóxicos.

O DALL-E, concorrente do Imagen, está em fase beta e disponível apenas para usuários selecionados. Ele filtra entradas de texto para evitar que o modelo seja usado para criar imagens racistas, violentas ou pornográficas. O Google diz que o Imagen não é adequado para uso público neste momento.

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Ministério da Justiça abre processo contra o TikTok; entenda

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TikTok será investigado pelo Ministério da Justiça
Unsplash/Kon Karampelas

TikTok será investigado pelo Ministério da Justiça

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, instaurou processo administrativo contra o TikTok para apurar se o aplicativo protege seus usuários em relação a conteúdos nocivos. O processo foi publicado nesta segunda-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU).

No fim de junho, a Senacon já havia obrigado o TikTok a remover conteúdo impróprio para menores de 18 anos  da plataforma. Na ocasião, o órgão alegou que a medida seria necessária até que “o sistema de segurança da plataforma, que impede o cadastro de menores de 13 anos de idade e limita o acesso a todo o conteúdo por menores de 16 anos, seja aperfeiçoado, de modo que a idade dos usuários seja verificada de maneira eficaz pela representada”.

Agora, a ByteDance, empresa dona do TikTok, será investigada para verificar se suas ações infringem o Código de Defesa do Consumidor (CDC). No despacho, Laura Postal Tirelli, Diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon, afirma que há alguns “indícios de infração” do CDC por parte do TikTok.

Ela cita, por exemplo, trechos do Código que exigem “a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva” e “a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos”.

Além disso, ela ressalta que o CDC exige que as empresas reconheçam “vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo” e não se beneficiem “da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social”, trechos que estão relacionados com a infância.

De acordo com o despacho publicado no DOU nesta segunda, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a Agência Nacional de Proteção de Dados serão comunicadas sobre o processo.

A reportagem entrou em contato com o TikTok, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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