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Mendes afirma que governo Bolsonaro “se autoexcluiu” do combate à Covid-19

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Ministro do STF, Gilmar Mendes
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro do STF, Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes , novo decano do Supremo Tribunal Federal desde a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, afirmou que o governo Bolsonaro se autoexcluiu no combate à pandemia de Covid-19. Em entrevista ao podcast “Supremo na semana”, divulgada neste sábado, ele enfatizou que o STF atuou em várias frentes e rebateu as críticas de que a Corte teria tomado decisões para retirar a competência da União sobre o tema.

“Pelo contrário, o que o Supremo afirmou é que, diante da ausência da União, estados e municípios não deveriam ficar impedidos de tomar as medidas de isolamento social e outras medidas restritivas. Mas, na verdade, quem se autoexcluiu desse processo foi a própria União, a partir de impulsos do governo federal”, disse Gilmar Mendes, que nesta semana assumiu o posto de magistrado com mais tempo de atuação no STF .

O ministro fez um balanço sobre os julgamentos da Corte, nos últimos 15 meses, durante a pandemia de Covid-19 . Disse que a atuação do Tribunal viabilizou a governança do país. Destacou, entre outros temas, que o plenário arbitrou sobre a responsabilidade de todos os entes federativos para medidas sanitárias, tratou sobre regras de tramitação de medidas provisórias e dispensou exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O tribunal atuou não só para arbitrar esse conflito entre União, estados e municípios, disciplinar a atuação do SUS, mas entrou na questão de proteção de dados, atuou no funcionamento do Parlamento, como na aprovação das medidas provisórias”, afirmou.

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Ele lembrou que coube ao STF dispensar determinadas exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, para deixar o governo mais à vontade para adotar medidas no chamado “orçamento de guerra”, entre as quais o auxílio emergencial. 

Gilmar também destacou que a instituição foi fundamental no combate à polarização no país, ao proibir a propagação de discursos de ódio. 

“Acho extremamente importante que o tribunal atue e, nesse sentido, seja até uma instituição que cumpre o papel de moderação, estabelecendo limites. E acho que o tribunal, ao longo dos anos, tem exercido esse papel quando, por exemplo, delimita a própria liberdade de expressão, não permitindo que se divulguem discursos odientos, o chamado ‘hate speech'”.

Gilmar Mendes citou como exemplos de medidas importantes os inquéritos sobre as fake news e dos atos antidemocráticos. Disse que a atuação do Supremo tiveram como consequência a reversão de expectativas. 

“Nós estávamos num crescendo de ataques ao tribunal e a partir das medidas que o ministro Alexandre de Moraes tomou tivemos um resultado”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha: 44% dos brasileiros consideram trabalho do Congresso ruim ou péssimo

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Divulgação/Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

Congresso Nacional

O Datafolha divulgou, nesta quinta-feira (23), uma pesquisa que mostra crescimento da rejeição ao trabalho do Congresso. Dos entrevistados, 44% consideram o desempenho ruim ou péssimo. Os que acham a atuação ‘regular’ são 40%, enquanto 13% classificam como bom ou ótimo. 3% dos entrevistados não souberam responder.

  • Ruim/péssimo: 44% (eram 38% na pesquisa anterior, em julho)
  • Regular: 40% (eram 43% na pesquisa anterior, em julho)
  • Bom/ótimo: 13% (eram 14% na pesquisa anterior, em julho)
  • Não sabe: 3% (eram 5% na pesquisa anterior, em julho)

Foram entrevistadas 3.667 pessoas entre 13 e 15 de setembro, em 190 municípios de todo o país. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento mostra que a avaliação é parecida com a de dezembro de 2019, que mostrou desaprovação de 45% dos entrevistados. Em r elação à última pesquisa, porém, realizada em julho deste ano, houve piora na avaliação: 38% desaprovavam os congressistas; hoje, a rejeição é de 44%.

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