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Advogados manifestam ‘desconforto’ com AGU na defesa de Wal do Açaí

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Wal do Açaí entre o vereador Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro
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Wal do Açaí entre o vereador Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro

A Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni) divulgou, nesta quinta-feira, uma nota em que expressa seu “profundo desconforto” com a informação de que a Advocacia-Geral da União (AGU) assumiu a defesa de Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí. Ex-funcionária do presidente Jair Bolsonaro (PL), ela é processada por improbidade administrativa sob acusação de ter sido fantasma no gabinete dele na Câmara dos Deputados. A entidade também informou que vai pedir esclarecimentos à Procuradoria-Geral da União.

Conforme noticiado pelo GLOBO, a AGU apresentou uma defesa em conjunto representando ao mesmo tempo Bolsonaro e Wal do Açaí. A justificativa apresentada à Justiça Federal foi que a ex-funcionária do presidente trabalhou como agente pública e, por isso, tem direito a ser defendida pelo órgão. Na sua manifestação, a AGU argumenta que portarias e legislações vigentes “autorizam este órgão federal a representar judicialmente agentes públicos, no que se refere a atos praticados no exercício das suas atribuições”.

No documento divulgado pela Anauni, porém, a entidade destacou que os requisitos para que o órgão federal seja acionado são “claros e inequívocos”. Segundo a associação, a atuação da AGU, em representação e defesa de agentes públicos, “se trata de uma atuação excepcional legitimada pela presença do interesse público, e não ordinária em defesa dos interesses da União”.

A entidade frisou ainda, no documento, que o papel da AGU é atuar somente em casos em que não existe conflito com o interesse público, o que, segundo a Anauni, não se enquadra no caso de Wal do Açaí.

“Tais requisitos guardam relação com atos praticados necessariamente no exercício da função pública e não conflitantes com o interesse público, o que não parece ser o caso, haja vista os robustos indícios – amplamente divulgados pela imprensa – de que a ré, ao tempo em que ocupava função gratificada no gabinete do então parlamentar, desempenhava atividades comerciais fora de Brasília, quando, em princípio, deveria cumprir expediente na Câmara Federal”, diz trecho da nota.

Ao fim, a entidade pondera que, porque o processo tramita em sigilo, a Anauni não dispõe dos elementos necessários para dizer, com certeza, “se a conduta da AGU, neste caso, foi ou não respaldada nos normativos que autorizam a atuação”.

“Sendo assim, a fim de exercer uma das funções às quais é vocacionada estatutariamente – qual seja, a de zelar pela imagem da AGU e trabalhar pela consolidação da instituição como órgão de Advocacia de Estado -, a Associação informa que oficiará a Procuradoria-Geral da União, para os esclarecimentos devidos”, encerra a nota.

Investigação

O Ministério Público Federal apresentou ação de improbidade contra Bolsonaro e Wal do Açaí em março, elencando provas de que ela, apesar de ter lotação em Brasília, nunca compareceu à capital federal nem produziu documentos para o exercício do mandato parlamentar de Bolsonaro. Ela morava em Angra dos Reis, onde tinha uma loja de açaí, que levava o seu nome.

Na defesa, a AGU argumenta que Wal do Açaí não tinha obrigação de trabalhar presencialmente em Brasília nem precisava ter qualificações técnicas específicas para exercer o cargo de secretária parlamentar.

“Com efeito, o fato de a ré nunca ter estado em Brasília não passa de indiferente jurídico, já que as regras vigentes expressamente autorizam a prestação de serviços no Estado Federado de representação. Ademais, não há delimitação quanto à natureza dessas atividades, que devem ser apenas afins e inerentes ao respectivo gabinete”, argumentou o órgão.

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POLÍTICA NACIONAL

Lula mantém 43% e Bolsonaro, 35%; saída de Doria não muda cenário

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Lula e Bolsonaro se mantém no topo da disputa presidencial
Reprodução/Montagem iG – 10/05/2022

Lula e Bolsonaro se mantém no topo da disputa presidencial

Divulgada na noite dessa terça-feira (24), a nova pesquisa PoderData aponta que o cenário eleitoral para a Presidência da República se mantém estável, mesmo com a saída de João Doria (PSDB).

De acordo com a pesquisa, Luiz Inácio Lula da Silva tem 43% dos votos, seguido de Jair Bolsonaro Bolsonaro (PL), com 35%. Ciro Gomes (PDT) se mantém no terceiro lugar, com 5% das intenções de voto. Essa configuração vem se repetindo na PoderData nas últimas edições da pesquisa, divulgadas ao longo de abril e maio.

Principal alternativa da terceira via, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) marcou 2%. Sendo assim, o anúncio da saída de Doria da disputa drenou os votos do tucano, mas neste 1º momento não foram herdados pela candidata agora quase predileta da chamada 3ª via.

Confira a intenção de votos de cada candidato no primeiro turno:

  1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 43%
  2. Jair Bolsonaro (PL): 35%
  3. Ciro Gomes (PDT): 5%
  4. André Janones (Avante): 3%
  5. Simone Tebet (MDB – MS): 2%
  6. José Maria Eymael (DC): 1%
  7. Luciano Bivar (União Brasil): 1%

Os votos brancos e nulos marcaram 3% das intenções e 7% dos entrevistados não souberam responder.

Segundo turno

No segundo turno, Lula sai na frente com 50% dos votos. Bolsonaro tem 39%. Os votos brancos marcaram 9%, enquanto 2% dos entrevistados não deram resposta.

Metodologia

A pesquisa PoderData foi realizada de 22 a 24 de maio de 2022. Foram entrevistadas 3.000 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 301 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

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