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Lojas de luxo nos EUA sofrem arrastões com proximidade de fim de ano

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Uma loja de departamentos da Nordstrom, em um shopping de Los Angeles, se tornou o mais recente alvo de uma série de arrastões que atingiram varejistas de luxo nos estados norte-americanos da Califórnia e de Illinois, com a chegada das festas de fim de ano.

O Departamento de Polícia de Los Angeles informou que deteve três suspeitos. Informações locais dizem que até 20 pessoas podem estar envolvidas nos roubos. 

Autoridades afirmam que estão impressionadas com a natureza ousada dos crimes – alguns deles envolvendo dezenas de pessoas – que atingiram lojas de luxo nos dois estados na última semana.

Vídeos de roubos caóticos inundaram as redes sociais nos últimos dias, mostrando figuras de máscaras invadindo lojas, saindo correndo com sacolas de mercadorias e fugindo em carros que esperavam do lado de fora.

A região da Baía de San Francisco tem sido especialmente atingida, dada a grande densidade de lojas de luxo. A área é uma das mais abastadas do país, com renda média doméstica que chega perto do dobro da média nacional, de acordo com o Censo dos EUA. 

Cerca de 80 pessoas entraram em uma loja de departamentos da Nordstrom na cidade de Walnut Creek no sábado à noite, roubando mercadorias até a polícia chegar e prender três pessoas, de acordo com um comunicado do Departamento de Polícia de Walnut Creek.

“A polícia está investigando o que foi claramente um evento planejado”, disse a polícia.

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Ômicron: EUA endurecem regras de viagem e países controlam fronteiras

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Passageiros de aviões destinados aos Estados Unidos (EUA) enfrentarão regras de exames de covid-19 mais rigorosas, e outros países endurecem o controle das fronteiras em meio à incerteza a respeito da variante Ômicron do coronavírus e de sua capacidade de driblar a proteção das vacinas.

Japão e Hong Kong informaram que vão aumentar as restrições de viagem, e a Malásia proibiu temporariamente viajantes de países considerados em risco. O Japão, que já havia suspendido a entrada de todos os estrangeiros, relatou seu segundo caso da nova variante nesta quarta-feira (1º).

Outros países se preparam para mais casos: a Austrália disse que ao menos duas pessoas já provavelmente infectadas visitaram locais de Sydney, e a Dinamarca disse que uma pessoa infectada participou de um grande concerto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que “restrições de viagem generalizadas não impedirão a disseminação internacional e impõem um fardo pesado sobre vidas e meios de sustento”, mas também aconselhou pessoas indispostas, em risco, de 60 anos ou mais e que não se vacinaram a adiarem viagens.

Investidores continuavam tensos hoje, apesar de os mercados financeiros terem reagido a quedas bruscas do dia anterior, ocorridas na esteira de comentários do presidente executivo da Moderna, que manifestou dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra covid-19 no combate à Ômicron.

Desde então, autoridades de saúde globais ofereceram garantias e reiteraram apelos para que as pessoas se vacinem.

“Nossa melhor forma de defesa continua sendo nossas vacinas”, disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid, ao canal Sky News.

“É possível, claro, é possível que sejam menos eficazes. Simplesmente ainda não sabemos com certeza. Mas também é muito provável que continuem eficazes contra doenças graves”, disse.

Emer Cooke, diretora executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), afirmou que ao longo das próximas duas semanas análises de laboratório indicarão se o sangue de pessoas vacinadas tem anticorpos suficientes para neutralizar a nova variante.

A União Europeia adiantou o início de sua vacinação de crianças de 5 a 11 anos em uma semana, remarcando para o dia 13 de dezembro.

O presidente executivo da BioNTech disse que a vacina que a empresa faz em parceria com a Pfizer provavelmente proporcionará uma proteção forte contra doenças graves decorrentes da Ômicron.

Tanto o Reino Unido quanto os EUA ampliaram seus programas de doses de reforço em reação à nova variante.

Relatada primeiramente no sul da África uma semana atrás, a Ômicron ressalta a disparidade entre grandes iniciativas de vacinação em países ricos e a inoculação esparsa no mundo em desenvolvimento.

* Reportagens adicionais de Sakura Murakami, Reju Jose e Jamie Freed 

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