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Após nova troca no comando, ações da Petrobras caem 4% na Bolsa

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Aliado de Paulo Guedes, Caio Paes de Andrade, é indicado para assumir presidência da empresa
Michel Jesus / Câmara dos Deputados

Aliado de Paulo Guedes, Caio Paes de Andrade, é indicado para assumir presidência da empresa

As ações da Petrobras operam com queda no início desta terça-feira (24) após mais uma troca no comando da estatal ser anunciada pelo governo. Por volta de 10h20, os papéis ordinários (PETR3, com direito a voto) caíam 3,89%, negociados a R$ 34,02 e os preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 4,27%, cotados a R$ 31,18.

No exterior, as ADRs da empresa, recibos de ações, cediam 11,93%, negociadas a US$ 14,32 no pré-mercado de Nova York

Sobre a companhia, vale destacar que o pagamento de R$ 48,5 milhões em dividendos anunciado em 5 de maio teve como data de corte os acionistas posicionados ontem nos papéis da companhia, dia em que as ações tiveram forte alta.

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Logo, os papéis são negociados nesta terça-feira (23) com desconto de R$ 3,7155 por ação em relação ao fechamento de ontem, o que ajuda a intensificar a queda. Investidores que compraram o papel interessados nos dividendos podem se desfazer das ações.

Por volta de 10h30, o dólar tinha baixa de 0,45%, negociado a R$ 4,7830. No mesmo horário, o Ibovespa cedia 0,71%, aos 109.565 pontos. Na noite de segunda-feira (22), o governo anunciou a demissão de José Mauro Coelho. Ele havia sido nomeado em abril e ficou pouco mais de um mês no cargo.

Em seu lugar assume Caio Paes de Andrade, nome de confiança do ministro Paulo Guedes e que atuava no Ministério da Economia.

Ele será o quarto executivo a comandar a estatal nos menos de quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, que, incomodado com o impacto dos preços dos combustíveis em sua popularidade, troca o comando da estatal pela terceira vez.

Mesmo tendo permanecido apenas 40 dias no cargo, uma nova troca já era ventilada e ganhou força após a demissão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que tinha conduzido a ida de Coelho para a empresa. No Planalto, a nomeação de Caio foi atribuída a Paulo Guedes junto com Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia. 

A escolha dele para o cargo consolida a retomada de influência de Guedes sobre a Petrobras, que havia sido perdida desde a demissão de Roberto Castello Branco no início do ano passado.

Em relatório, analistas da XP ressaltam que a rotatividade na presidência da empresa é negativa. No entanto, eles ainda não veem a nova troca de comando como uma mudança na política de preços de combustíveis.

“Ainda vemos a Lei das Estatais e o estatuto da Petrobras blindando a empresa de subsidiar combustíveis como no passado, independentemente de quem é o CEO. Em segundo lugar, Caio é fortemente ligado a Paulo Guedes, que não é a favor de mudanças na política de preços de combustíveis da Petrobras”, destacam os analistas Andre Vidal e Junia Gama, em relatório. 

A XP mantém recomendação de compra ao destacar que o papel ainda é respaldado por um múltiplo baixo e forte fluxo de dividendos.

A corretora mantém preço-alvo em R$ 47,80 para as ações preferenciais Como informou a colunista do GLOBO, Malu Gaspar, Guedes quer que a companhia adote intervalos mais longos, de cem dias ou mais, entre um reajuste e outro para amenizar o impacto dos reajustes recorrentes dos combustíveis nas bombas, seguindo a volatilidade atual da cotação internacional do petróleo.

Troca não é simples

A nova mudança, contudo, não é tão simples de ser executada e pode demorar mais de um mês segundo fontes ouvidas pelo GLOBO.

Para Caio Mario Paes de Andrade assumir a empresa no lugar de José Mauro Ferreira Coelho, ele precisa primeiro ser eleito pelos acionistas membro do conselho, para depois ser escolhido pelo colegiado para a presidência. O governo, como maior acionista, tem condições de aprovar o nome dele nas duas instâncias, mas é preciso seguir uma série de ritos e regras. 

Como Coelho foi eleito para o conselho por meio do sistema de voto múltiplo, uma nova assembleia de acionistas terá de ser convocada e uma nova eleição dos conselheiros terá de ser feita.

Outro obstáculo a ser enfrentado é que Paes de Andrade não possui experiência no setor, conforme exige a Lei das Estatais, o que pode levar a uma judicialização de sua nomeação.

O general Joaquim Silva e Luna, retirado do comando da empresa este ano também não tinha atuado no setor de petróleo e possuía curta experiência no setor de energia.

Inflação e juros no foco

Além da mudança de comando da estatal, os investidores avaliam a divulgação do IPCA-15 de maio. O indicador avançou 0,59%, uma desaceleração ante abril, quando subiu 1,06% no índice fechado do mês. 

É a maior taxa para o mês de maio desde 2016, quando chegou a 0,86%. Em 12 meses, o indicador chegou a 12,2%. O resultado veio acima do esperado. Também está no radar dos agentes, a votação na Câmara do projeto que limita o ICMS sobre determinados bens, como energia e combustíveis, medida que busca amenizar os efeitos da inflação.

Na cena externa, persistem as preocupações a respeito do crescimento global mais lento diante de um quadro de inflação alta e juros subindo.

No pregão, os investidores repercutem discursos dos presidentes do Federal Reserve, Jerome Powell, e do Banco Central Europeu (BEC), Christine Lagarde.

Em entrevista durante o Fórum Econômico de Davos, Lagarde voltou a sinalizar que vê as taxas de juros em zero ou “ligeiramente acima” até o final de setembro, implicando um aumento de pelo menos 0,50 ponto percentual em relação ao seu nível atual.

“Provavelmente estamos entrando em território positivo no final do terceiro trimestre”, disse Lagarde em entrevista à Bloomberg TV.

A presidente do BCE ressaltou que o banco se moveria apenas gradualmente porque a inflação foi impulsionada pela oferta – uma referência ao combustível mais caro devido à guerra na Ucrânia e às restrições na China – em vez de demanda crescente.

“Não acho que estejamos em uma situação de demanda crescente no momento”, disse Lagarde.

Na Europa, as bolsas operavam com baixas. Por volta de 09h, em Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,20% e a de Frankfurt, 0,87%. Em Paris, ocorria baixa de 0,86%.

As bolsas asiáticas fecharam com quedas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 0,94%. Em Hong Kong, houve baixa de 1,75% e, na China, de 2,41%.

Petróleo tem leve alta

Os preços dos contratos futuros do petróleo operavam com leves altas no pregão. A oferta global apertada e uma esperada recuperação da demanda nos Estados Unidos equilibravam as preocupações com uma as restrições da Covid-19 na China. 

Por volta de 09h15, em Brasília, o contrato para julho do petróleo tipo Brent subia 0,16%, negociado a US$ 113,60, o barril.

Já o contrato para o mesmo mês do petróleo tipo WTI avançava 0,06%, cotado a US$ 110,36, o barril.

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

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Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília
Redação 1Bilhão

Servidores protestam em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Por reajuste salarial e reestruturação de carreira, servidores do Banco Central realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (4) em frente à sede da autarquia, em Brasília. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes, de acordo com o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central).

Atos também aconteceram em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

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O dia 4 de julho foi o escolhido por ser a  data limite para que o governo federal pudesse conceder reajuste salarial a servidores públicos em razão do prazo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a elevação de gasto com pessoal nos últimos 180 dias de mandato.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), no entanto,  já havia descartado reajuste salarial para o funcionalismo público neste ano.

No último encontro, os servidores do BC decidiram cruzar os braços até esta segunda. Tudo indica que amanhã (5), durante assembleia deliberativa, a categoria decida pelo fim da greve.

A partir do próximo semestre, deve-se começar uma nova fase de mobilização, segundo o presidente do Sinal, Fábio Faiad, que não quis dar detalhes sobre como ela deve acontecer.

“Já que a gente conseguiu que o presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] enviasse um projeto para o Ministério da Economia com a reestruturação da nossa carreira e com a criação da retribuição por produtividade, ou seja, um incremento financeiro, a gente agora quer que esses dois projetos vão para o Congresso Nacional e que o Orçamento de 2023 contemple verba para isso também”, afirmou.

Os servidores do Banco Central estão em greve de forma ininterrupta desde o dia 3 de maio, após paralisação de duas semanas da greve iniciada em 1º de abril.

A paralisação atrapalhou a publicação de diversos indicadores econômicos, como o Boletim Focus, que traz as projeções do mercado financeiro para inflação, PIB (Produto Interno Bruto), entre outros.

Fonte: IG ECONOMIA

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