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Parceria entre Brasil e Argentina sobre uso pacífico de energia nuclear completa 30 anos

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Com a missão de traçar um caminho de transparência e cooperação entre Brasil e Argentina no campo nuclear, foi criada há 30 anos a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC). Representantes dos dois países se reuniram no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (19), para evento comemorativo do 30° aniversário da agência.

A agência foi criada por meio de um acordo firmado entre Brasil e Argentina sobre o uso exclusivamente pacífico da energia nuclear, assinado em 18 de julho de 1991, numa demonstração da vontade política de ambos de dar transparência aos seus programas nucleares, abrindo espaço para um ambiente de confiança mútua, e contribuindo para incrementar a segurança regional e internacional.

A instituição é responsável por mediar inspeções recíprocas nas instalações nucleares dos dois países, que são complementadas por inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O objetivo é permitir que tanto o Brasil quanto a Argentina possam verificar que todos os materiais nucleares e atividades do país vizinho são usados exclusivamente para fins pacíficos.

A agência é considerada peça central do modelo de salvaguardas nucleares aplicável ao Brasil e à Argentina e a parceria entre os dois países é considera um marco no contexto internacional com objetivo da não-proliferação nuclear.

Evento

No evento de celebração do 30° aniversário da ABACC, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou que o modelo faz com que os programas nucleares de Brasil e Argentina tenham o mais elevado padrão de verificação e transparência.

“O Brasil e a Argentina são os únicos países no mundo a terem seus programas nucleares submetidos à verificação de dois organismos internacionais. A vantagem mais fundamental desse sistema é que ele permite a ambos países realizarem, por meio da ABACC, inspeções recíprocas em suas instalações nucleares. Essa prática fornece garantias diretas quanto ao uso exclusivamente pacífico da energia nuclear”, disse o ministro.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também participou do evento e falou sobre a atuação da pasta para promover a expansão da energia nuclear na matriz energética brasileira. Segundo ele, o Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 projeta uma ampliação da geração nuclear entre 8 até 10 GW nos próximos 30 anos.

“Isso implicará a construção de novas usinas nucleares e também de pequenos reatores nucleares modulares, que são alternativa econômica para o fornecimento de energia elétrica de base, sem emissões de carbono, para áreas isoladas, particularmente em um país de dimensões continentais como o Brasil”, afirmou.

Durante evento, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, destacou os múltiplos usos da energia nuclear para fins pacíficos. “O setor de tecnologia nuclear desenvolve tecnologias para a saúde, o meio ambiente, tecnologias de aplicação na propulsão de submarinos e tantas outras aplicações que estão presente e virão utilizando a energia nuclear”, frisou.

Modelo brasileiro

O Brasil tem compromissos internacionais de não-proliferação nuclear garantidos na Constituição Federal de 1988. O programa nuclear brasileiro é de fins pacíficos. Neste ano, o Governo Federal criou a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), uma autarquia que terá a função de fiscalizar todas as atividades nucleares promovidas no país.

Com informações do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Fonte: Brasil.gov

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Jogos de Tóquio contam com mais de 30% de atletas militares

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A pira olímpica foi acesa e os Jogos Olímpicos Tóquio 2021 abertos nesta sexta-feira (23). A equipe brasileira que vai disputar medalhas tem mais de 30% de atletas militares. Das 35 modalidades que serão disputadas pelos brasileiros, sete são 100% compostas por militares atletas. Eles integram o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR) do Ministério da Defesa.

Os atletas militares somam 92 do total de 302 classificados para Tóquio. São 44 da Marinha, 26 do Exército e 22 da Aeronáutica.

As sete modalidades que têm a totalidade dos atletas militares são o boxe, canoagem slalom, hipismo adestramento, maratonas aquáticas, pentatlo moderno, remo e triatlo. Nos saltos ornamentais e vôlei de praia, são 75% de cada uma das duas equipes; no taekwondo, representam 66,6%; na ginástica artística, 57,1%; e no atletismo, 55,7%.

A terceiro-sargento da Marinha, Beatriz Ferreira, é boxeadora, integra o Programa Atletas de Alto Rendimento e vai competir na categoria até 60 quilos. Ela conta que está concentrada e confiante para as disputas. “A importância da Marinha nesse programa é essencial, é excelente para um atleta de alto rendimento ter esse suporte e poder ter essa ajuda para realizar e ter bons resultados com seu esporte. Espero que só tenha a crescer”, disse Beatriz.

Programa de Alto Rendimento

O PAAR do Ministério da Defesa foi criado em 2008 com o objetivo de fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Atualmente, é integrado por 551 militares atletas em 30 modalidades. Desse total, 92 embarcaram para Tóquio. O programa surgiu em parceria com o então Ministério do Esporte, hoje, Ministério da Cidadania.

Para participar, é necessário alistamento por meio de edital público. O processo seletivo tem etapas com avaliação curricular, entrevista, inspeção de saúde e exame físico. São levados em conta os resultados dos atletas em competições nacionais e internacionais. Os aprovados ingressam em uma das Forças Armadas.

Os atletas militares contam com os benefícios da carreira militar como soldo, assistência médica, acompanhamento nutricional e de fisioterapeuta. Além de estruturas esportivas adequadas para treinamento em organizações militares. Os atletas do PAAR são elegíveis ao Bolsa Atleta.

A atleta da Marinha, terceiro-sargento Laís Nunes, está no Japão em busca de uma medalha na modalidade wrestling, luta em que o adversário tem o objetivo de controlar os movimentos do rival, forçando-o a encostar suas costas no chão. Em sua segunda olimpíada, a atleta militar diz que foram cinco anos de trabalho árduo para chegar a esses Jogos Olímpicos. “Minha expectativa é entrar lá e fazer o meu melhor e sei que o meu melhor é um bom resultado”, disse.

Tóquio 2021

O Brasil tem o 12ª maior time entre os 206 países participantes dos jogos Olímpicos. São 162 homens e 140 mulheres que competirão em 35 das 50 modalidades olímpicas.

Os atletas brasileiros contam com nove bases exclusivas equipadas com materiais esportivos, de proteção individual e aparelhos de força. Foram mais de 2000 itens enviados ao Japão, que, somados, ultrapassam 20 mil toneladas.

Essa edição dos jogos olímpicos tem cinco novas modalidades: beisebol-softbol, karatê, escalada, surfe e skate.

Fonte: Brasil.gov

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